×

Saúde mental preocupa mais da metade da população brasileira, diz Ipsos

A pesquisa também avaliou a percepção dos brasileiros com relação ao sistema de saúde do país.

0:00

Cinco em cada dez brasileiros, cerca de 52% consideram que a saúde mental seria o problema principal do país em termos de bem-estar da população. Os dados foram apurados por meio da pesquisa “Global Health Service Monitor 2023” realizada pela Ipsos. A preocupação com a saúde mental vem crescendo no Brasil e no mundo pelo menos desde 2018, quando a Ipsos começou a monitorar a percepção das pessoas sobre o tema. Em 2018, 18% dos entrevistados mencionaram a saúde mental como tema de maior preocupação. Na onda seguinte, feita em 2020, foram 27%. Em 2021, o valor deu um salto: 40% dos brasileiros já se sentiam de alguma forma afetados pela questão. Em 2022, o número avançou para 49%. Comparativamente, a média global de preocupação com a saúde mental está em 44% na onda de 2023.

Desde que a pesquisa começou a ser feita em 2018, as preocupações com a saúde mental aumentaram 17 pontos percentuais (pp). O câncer é a segunda maior preocupação de saúde no Brasil, com 38% da população citando-o como um problema significativo. O abuso no uso de drogas ocupa o terceiro lugar, com 36% dos entrevistados expressando preocupação. Neste caso, os entrevistados poderiam indicar mais de uma opção, por isso a soma dos valores é superior a 100%. A pesquisa também avaliou a percepção dos brasileiros com relação ao sistema de saúde do país. Os resultados mostram que 35% dos brasileiros consideram o sistema de saúde como “ruim”, enquanto 31% o classificam como “bom”. A média global dos que consideram o sistema “bom” é de 48%, enquanto 20% o consideram “ruim”.

Os três países que mais aprovam seus sistemas de saúde são Singapura (71%), Suíça (68%) e Malásia (66%). Os três com menor aprovação são Polônia (14%), Hungria (15%) e Peru (16%). Sobre a capacidade de atendimento do sistema de saúde, sete em cada dez brasileiros (74%) acreditam que o sistema de saúde do país está sobrecarregado. Esse número representa um aumento de sete pontos percentuais em relação a 2022. A média global de insatisfação com a sobrecarga do sistema é de 62%. Os três países que mais avaliam seus sistemas de saúde como sobrecarregados são França (82%), Grã-Bretanha (81%) e Hungria (79%).

Acessibilidade: Outro aspecto da pesquisa é a percepção de acessibilidade aos cuidados médicos. 83% dos brasileiros acreditam que muitas pessoas não conseguem pagar por uma boa assistência médica. O Brasil lidera nesse aspecto, seguido por Hungria (82%) e Peru (81%). A média global de preocupação com a acessibilidade é de 61%. Ainda segundo o levantamento, 44% dos brasileiros identificaram o acesso a tratamentos médicos e os longos tempos de espera como o principal problema que o sistema de saúde brasileiro enfrenta.

Em segundo lugar, 43% dos entrevistados apontaram a falta de investimento em saúde preventiva como uma grande preocupação. Outra menção significativa é a falta de investimento geral no sistema de saúde, mencionada por 4 a cada 10 participantes da pesquisa. A pesquisa “Global Health Service Monitor 2023” realizada pelo Instituto Ipsos entre os dias 21 de julho a 4 de agosto de 2023 em 31 países. Com uma amostra de 23.274 entrevistados, sendo 1.000 do Brasil. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

SOBRE A IPSOS: A Ipsos é uma empresa de pesquisa de mercado independente, presente em 90 mercados. A companhia, que tem globalmente mais de 5.000 clientes e 18.130 colaboradores, entrega dados e análises sobre pessoas, mercados, marcas e sociedades para facilitar a tomada de decisão das empresas e das organizações. Maior empresa de pesquisa eleitoral do mundo, a Ipsos atua ainda nas áreas de marketing, comunicação, mídia, customer experience, engajamento de colaboradores e opinião pública. Os pesquisadores da Ipsos avaliam o potencial do mercado e interpretam as tendências. Desenvolvem e constroem marcas, ajudam os clientes a construírem relacionamento de longo prazo com seus parceiros, testam publicidade e medem a opinião pública ao redor do mundo.

Comentários

Os comentários são via Facebook, e é preciso estar logado para comentar. O comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Você pode ser denunciado ou até mesmo banido caso comente algo racista, incite o ódio gratuito ou poste spam.

Curta Nossa Fan Page

  • últimas notícias
  • mais lidas