
Apesar da disparidade quantitativa entre os sistemas, o levantamento do ISPE indica uma tendência de queda no estado em comparação com o ano de 2024.
A Bahia contabilizou 4.163 registros de pessoas desaparecidas ao longo do ano de 2025, de acordo com os indicadores consolidados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). O balanço estatístico posiciona o estado no sexto lugar do ranking nacional de ocorrências dessa natureza, em um cenário em que o Brasil computou um total de 85.232 desaparecimentos no mesmo período. Os dados federais são alimentados de forma contínua por meio dos boletins de ocorrência emitidos pelas Secretarias de Segurança Pública estaduais e do Distrito Federal.
Os indicadores federais, contudo, apresentam divergências em relação aos números tabulados localmente pela Polícia Civil da Bahia através do Instituto de Segurança Pública, Estatística e Pesquisa Criminal (ISPE). O órgão estadual, que aplica critérios metodológicos próprios, computou 730 casos de desaparecimento em 2025. Apesar da disparidade quantitativa entre os sistemas, o levantamento do ISPE indica uma tendência de queda no estado em comparação com o ano de 2024, quando haviam sido formalizados 791 registros em território baiano.
A análise do perfil sociodemográfico realizada pelo Sinesp revela que a maioria absoluta das vítimas pertence ao sexo masculino, correspondendo a mais de 64% do montante, com 2.680 ocorrências. O público feminino somou 1.382 notificações, o que representa aproximadamente 33,20% das estatísticas, enquanto 101 registros não contaram com a especificação de gênero. No recorte por faixa etária, o sistema nacional aponta a prevalência de adultos, com 3.094 casos envolvendo maiores de 18 anos, ao passo que a população infantojuvenil, de 0 a 17 anos, respondeu por 980 ocorrências, restando 89 notificações sem a identificação da idade civil.


































