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Polícia Federal e MPF combatem fraudes cartoriais e grilagem de terras da União na região de Maraú

O foco das equipes policiais foi a apreensão de documentos físicos, livros cartoriais e dados armazenados em dispositivos eletrônicos que possam detalhar a atuação dos envolvidos no esquema.

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O bando também realizava sucessivos desmembramentos dos imóveis, uma manobra utilizada para ampliar de forma artificial as extensões territoriais.

A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF), deflagrou nesta quarta-feira (3) a Operação Chancelas. A força-tarefa tem como objetivo principal desarticular e combater um esquema criminoso especializado em fraudes registrais e na grilagem de terras pertencentes à União no município de Maraú e em regiões circunvizinhas, no baixo sul baiano.

Para avançar nas investigações e colher novos elementos de prova, os agentes federais saíram às ruas para cumprir seis mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais, que foram expedidas pela Justiça Federal, foram executadas nos municípios de Maraú, Camamu e Cairu. O foco das equipes policiais foi a apreensão de documentos físicos, livros cartoriais e dados armazenados em dispositivos eletrônicos que possam detalhar a atuação dos envolvidos no esquema.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações foram iniciadas após o recebimento de denúncias formais sobre graves irregularidades em registros imobiliários de áreas litorâneas estrategicamente classificadas como terrenos de marinha e seus acrescidos, que são bens de propriedade exclusiva da União. As apurações apontam que essas áreas eram indevidamente transferidas e registradas como propriedades particulares. Para que a fraude ganhasse contornos de legalidade, o grupo utilizava expedientes fraudulentos diretamente no âmbito de cartórios de registro de imóveis.policia-federal-e-mpf-combatemNo decorrer do inquérito, os investigadores identificaram fortes indícios da utilização de procedimentos de georreferenciamento irregulares, além da omissão deliberada da real titularidade da União nas matrículas dos terrenos. O bando também realizava sucessivos desmembramentos dos imóveis, uma manobra utilizada para ampliar de forma artificial as extensões territoriais e conferir uma falsa aparência de legalidade à ocupação e à exploração econômica das terras públicas. Conforme apontado pelo Ministério Público Federal, esses registros fraudulentos viabilizaram a comercialização ilegal de valiosas áreas federais, inclusive em faixas de praia e zonas de uso comum do povo, gerando vultosos prejuízos ao patrimônio público da União.

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