
O levantamento também aponta que rodovias concedidas são mais seguras: 62% delas têm alto índice de perdão.
Apenas duas em cada dez rodovias brasileiras apresentam alto índice de “perdão aos motoristas”, indicador que mede a capacidade da infraestrutura viária de reduzir a gravidade dos acidentes. Os dados são da Pesquisa CNT Rodovias, divulgados nesta quarta-feira (3), com base em análise feita em 2025 em mais de 114 mil quilômetros de estradas.
Segundo a CNT, 19,9% da malha pesquisada, ou 22.694 km, têm alto índice de perdão. Outros 42,7% apresentam risco médio, enquanto 37,5% têm baixo nível de segurança, o que aumenta o risco de mortes ou feridos graves em acidentes.
O estudo considera itens como defensas, barreiras, acostamentos, áreas livres de obstáculos, atenuadores de impacto e outros equipamentos de segurança. Para a CNT, mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de agravamento dos acidentes por falhas na infraestrutura.
São Paulo tem a malha mais segura, com 70% dos trechos avaliados em alto padrão de segurança. Já Amapá e Roraima não registraram nenhum quilômetro com a maior classificação. Amazonas e Maranhão tiveram os piores índices de baixo perdão, com 74,7% e 74,3%, respectivamente.
O levantamento também aponta que rodovias concedidas são mais seguras: 62% delas têm alto índice de perdão. Nas rodovias públicas, apenas 4,8% alcançam essa classificação, enquanto metade apresenta baixo nível de segurança.
Em nota, o DNIT informou que monitora mensalmente as rodovias federais e afirmou que 75% dos cerca de 58 mil quilômetros sob sua responsabilidade foram classificados como bons.




































