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Repórter da Band na Bahia discrimina negro preso e pode perder o emprego

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Grupos de direitos humanos acusaram de discriminação a repórter Mirella Cunha, do programa “Brasil Urgente” da TV Band Bahia, por causa de uma matéria exibida no começo deste mês em que ela entrevista um jovem negro, detido sob acusação de assalto e estupro. No vídeo, que gerou indignação em redes sociais na internet, o rapaz assume o roubo, mas nega o estupro. E Mirela afirma: “Não estuprou, mas queria estuprar”. O jovem diz que se submeteria a exame para provar ser inocente. Se confunde e diz exame de próstata, quando queria dizer exame de corpo de delito. Como não consegue pronunciar corretamente a palavra “próstata”, a repórter se aproveita e insiste para ele repetir o nome do exame, o que o deixa constrangido. Mirella segue rindo e fala para o apresentador do programa: “Uziel, depois você não quer que o vídeo vá para o Youtube”.
REAÇÕES Rafael Dias, da ONG Justiça Global, classificou o comportamento da repórter como fruto “de uma concepção equivocada em que a jornalista pode ter acesso livre nas delegacias e fazer um julgamento midiático”. Ele diz esperar que o Ministério Público e a Secretaria da Segurança do Estado se manifestem sobre o assunto. “Houve uma clara violação de direitos humanos de alguém que estava resguardado pela autoridade policial”. Dias acrescenta que houve discriminação racial, e espera que organizações civis se manifestem na Justiça contra o tratamento dado pela jornalista ao rapaz. Em nota, a Band diz que “vai tomar todas as medidas disciplinares necessárias”. “A postura da repórter fere o código de ética do jornalismo da emissora”, diz a nota. A emissora não respondeu se o editor do programa também feriu o código de ética do jornalismo. (Com informações do 

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