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Petrobras demite após denúncias de assédio e importunação sexual

A analista Aline Silva Mendes Pinto é funcionária terceirizada e denunciou à Ouvidoria da Petrobras ter sido vítima de assédio sexual no Edifício Senado, na cidade do Rio de Janeiro.

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A Petrobras — empresa de economia mista, afirmou que demitiu cinco pessoas, por casos de assédio e importunação sexual, após denúncias entre 2019 e 2022, acontecidas por meio de aplicativo de mensagens. Empresa diz ter comprovado 10 casos e cinco denúncias resultaram em demissão. Foi decidido, em abril de 2023, promover um raio-x nos casos levados à ouvidora onde as apurações passaram a ser centralizadas pela ouvidoria. Em dois meses, foi concluído a investigação de 80 casos. As informações foram obtidas com exclusividade pelo G1 por meio da Lei de Acesso à Informação e complementadas com a assessoria de imprensa da Petrobras.

A analista Aline Silva Mendes Pinto é funcionária terceirizada e denunciou à Ouvidoria da Petrobras ter sido vítima de assédio sexual no Edifício Senado, na cidade do Rio de Janeiro. O abuso, segundo a denúncia, foi cometido por um colega de trabalho, após diversos episódios de importunação. Ela relata que o caso mais grave foi em julho do ano passado, após retornar do almoço e ser abordada pelo funcionário. Os dois estavam sozinhos na sala.

“Ele colocou o celular em cima da mesa e foi quando ele tentou colocar a mão em mim. Eu olhei para ele e vi que ele estava de perna aberta e eu vi que as partes dele estavam avantajadas. Aquilo foi me causando um nervosismo, uma aflição. Ele continuou com um dos pés no chão e o outro prendendo a minha cadeira. Eu levantei e ele veio por a mão dele em mim, e aí eu empurrei a mão dele e saí em retirada dali. Eu estava ali sozinha, eu não tinha com quem falar, pedir ajuda”, contou. (G1)

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