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Apesar de negar envolvimento com ações de vandalismo na greve da PM baiana, o líder do movimento, Marco Prisco, de fato teve participação ativa na produção do caos instalado em toda a Bahia desde o início da paralisação.
Uma gravação feita com autorização da Justiça e exibida há pouco no Jornal Nacional, mostra conversa telefônica entre Prisco e o policial David Salomão, na qual o assunto é o fechamento de uma rodovia e o incêndio de viaturas.
Trecho do diálogo:
– Prisco: Alô, oi. Desce toda a tropa pra cá meu amigo. Caesg e você. Desce todo mundo para Salvador, meu irmão… Tou lhe pedindo pelo Amor de Deus, desce todo mundo para cá…
– David Salomão: Agora?
– Prisco: Agora, agora. Embarque…
– David Salomão: Eu vou queimar viatura… Eu vou queimar duas carretas agora na Rio/Bahia que não vai dar tempo…
– Prisco: Fecha a BR aí meu irmão. Fecha a BR.
A mesma edição do JN exibiu reportagem em que Prisco afirmou não ter promovido vandalismo, usando como argumento o fato de que está há vários dias amotinado na Assembleia Legislativa da Bahia. Logo em seguida, apareceu a gravação inédita, desmentindo o líder da greve.
Prisco é alvo de um dos 12 mandados de prisão expedidos contra grevistas que cometeram atos ilícitos durante a mobilização. O governo da Bahia afirma que aqueles que participaram da greve, sem infringir a lei, não serão punidos. A greve baiana faz parte de um movimento nacional pela aprovação da PEC 300, que prevê o estabelecimento de um piso salarial único para os policiais militares de todo o país.





































