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Justiça determina desapropriação de sem tetos em Camacan

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A Justiça da comarca do Município de Camacan por meio de uma liminar concedeu ordem de desapropriação a mais de 250 famílias de sem tetos que tinham ocupado uma área de terra pertencente a Cosvar empreendimentos, que fica atrás da rua Boaventura no distrito de Leoventura. A desocupação que ocorreu na manhã desta quinta-feira (15), revoltou membros da Associação de moradores das Casa Novas e políticos contrários a ação de desapropriação neste primeiro momento.
 Para que se cumprisse a ordem judicial foram acionadas as policias TOR, Cipe Cacaueira e Policia Militar para que a saída dos moradores ocorressem sem violência.
Alguns moradores disseram que vão se abrigar em casas de parentes e amigos até que se resolva a situação. 
O vice presidente da Associação Leandro Souza Santos, disse que 250 famílias foram despejadas pela lei. “Nós temos 5 dias para recorrer da decisão e vamos recorrer com o apoio da Associação”. Ele disse também que não vai esquecer o momento em que os policiais foram ao local a fim de retirar as famílias que ocupavam aquela área e frisou que o proprietário da Cosvar, teria relatado que apenas está esperando que a prefeitura entre em negociação para poder tomar a decisão definitiva. “Nós vamos correr atrás e vamos conseguir Fechar”, disse.
Ele finalizou recitando o Salmo 30:5 que diz: O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer. O procurador Jurídico da prefeitura de Camacan, Mateus Santiago, disse que este foi um processo ajuizado pelos proprietários das terras, que conseguiram de forma liminar e a decisão foi cumprida. 
Ele conferiu que a policia não tinha outra alternativa a não ser cumpri-la, uma vez que o poder executivo já está empenhado em resolver esta negociação com os proprietários. O procurador falou que este fato não diminui, mas ajuda a reforçar o processo para poder resolver não só a questão dos moradores de Leoventura, mas também todos os munícipes que devem ter acesso a sua casa própria. 
Ele reiterou que já está negociando com os proprietários das terras e que em breve terá uma decisão bastante favorável aos desapropriados. “Com essa negociação e com as conversas mantidas com os proprietários das terras, acreditamos que a solução virá em benefício dos que foram desapropriados”, finalizou o procurador.    

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