Do Estadão
O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), pregou ontem o fortalecimento da Corregedoria da Polícia Militar em sua primeira aparição após o fim da greve da corporação, encerrada no sábado. Ele disse que precisa “encontrar um processo organizacional que seja mais eficiente” e citou São Paulo como exemplo na administração de pessoal.
“Preciso fortalecer minha Corregedoria para separar os bons policiais dos maus”, disse Wagner. “Talvez (a pouca atuação do órgão) tenha sido um dos motivos (para a greve). São Paulo tem uma Corregedoria duríssima. Eles têm um salário menor e não fizeram paralisação. Temos de melhorar a gestão.”
Wagner voltou a criticar o movimento grevista. “Houve episódios fora do padrão, como colocarem fogo em ônibus escolar e sequestrarem ônibus para interditar vias. Foi uma situação de guerra. Conversei muito com o governador do Ceará (Cid Gomes), durante a greve de lá, e ele disse que a sensação era de que, a qualquer momento, eles iam entrar na sala e dizer que iam governar. A questão central que se colocou foi a da democracia”, afirmou.
Para o governador, porém, “é natural” que as pessoas “só enxerguem as coisas pela sua demanda”, o que justifica a adesão de policiais à greve por aumento salarial. “Sei que o salário não é grande. Se coubesse no orçamento, eu teria feito, mas ninguém vive no paraíso no mundo assalariado e não dá para dizer que R$ 2.400 não é nada.”





































