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Cadeia pública de Camacan pode ser interditada a qualquer momento

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Delegado João Mendes aguarda a decisão do judiciário 

Por Agnaldo Santos
O delegado da Polícia Civil de Camacã, João Mendes da Costa Neto, concedeu entrevista á reportagem de O Tempo Jornalismo, e disse que já encaminhou os laudos da polícia Técnica onde esclarecem a impossibilidade a  inviabilidade da manutenção dos presos na cadeia pública do Município de Camacan, pela condição de estrutura, localização geográfica e por toda circunstância que gera a inconveniência dos presos nas dependências da circunscricional. Pelas suas informações a uma clara evidencia que a cadeia pública de Camacan poderá ser interditada a qualquer momento.
Leia a entrevista na integra onde o delegado João Mendes, diz que a cadeia pública de Camacã não deveria servir de local para cumprimento de pena, porque a estrutura física e a guarda não são adequadas. “Nosso pessoal foi treinado para ir ás rua fazer investigação e não para guardar presos”, e citou dando exemplo onde disse que na cidade de Itabuna  existem cinco presos para cada agente penitenciário que cumpre pena. Ele frisou que os presos da justiça em Camacan, permanecem na carceragem por um período muito longo, e falou que a própria  justiça tem seus percalços e suas demandas e não consegue dar conta. “Aqui o cidadão tem de ficar esperando na cadeia publica muitas vezes 6 meses ou 1 ano, e  quando muitas vezes sua pena não chega a isso em alguns casos. Agente observa esta dificuldade, esta manutenção de presos em delegacias quando na verdade acaba emperrado o trabalho dos investigadores, que não conseguem ir ás ruas fazer seu trabalho de investigação por causa das contantes fugas, como ocorre aqui e no Brasil inteiro.
O nosso pleito é tentar encaminhar estes detentos para unidades especiais de cuidado e poder trabalhar investigando e não guarnecendo presos”, disse. Reforma
Mendes falou que a cadeia de Camacan sofreu uma reforma a menos de um ano, mas adiantou que a reforma foi estética e não estrutural. Ele frisa as paredes da cadeia não são concretadas, são de blocos, por isso existem inúmeras  infiltrações. 
Ele contou que a estrutura reservada para cadeias é ao lado de um terreno baldio, onde as pessoas do lado de fora, atendendo pedidos dos presos, atiram por cima da laje objetos como:  Drogas, serras, celulares e até um macaco hidráulico foi encontrado dentro de uma das selas utilizado na última fuga.
O delegado garante que frequentemente vem informando todos os acontecimentos ao judiciário local com o objetivo de que atitudes sejam adotadas e, esta questão seja resolvida.
João Mendes argumentou que lugar de preso é no presídio e não em cadeia pública, e justificou que o máximo que um preso deve ficar na cadeia pública é 2, 3 ou 4 dias até mesmo para prevenir que eles se articulem. 
“Quando se tem 30 ou 40 presos eles se articulam no interior das cadeias podendo gerar uma fuga com utilização de violência e grave ameaça até mesmo para o servidor público que estar guarnecendo o que não deveria guarnecer”, finaliza autoridade policial.






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