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Youtubers bolsonaristas ganham R$ 100 mil por mês com informações privilegiadas

O nome de Tércio é apontado no inquérito dos atos antidemocráticos como elo entre o governo e os youtubers, que possuem acesso privilegiado a Bolsonaro e informaram faturamento de mais de R$ 100 mil por mês.

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Informações do inquérito sigiloso sobre a organização e o financiamento de manifestações  antidemocráticas revelam que um negócio muito lucrativo estava por trás dos protestos contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso. A conclusão do inquérito, a que o Estadão teve acesso, identificou que informações usadas por uma rede de canais no YouTube, investigados por promover esses atos no país, saíram de dentro do Palácio do Planalto.

O documento tem 1.152 páginas em que são descritos, por exemplo, os elos e a convivência harmoniosa da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) com os youtubers do “gabinete do ódio”, núcleo palaciano que adota um estilo beligerante nas redes sociais. De acordo com a reportagem, o assessor especial da Presidência da República Tércio Arnaud Tomaz e o Coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, ajudante de ordens, são os interlocutores do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, dono do canal Terça Livre, dentro do Planalto.

O nome de Tércio é apontado no inquérito dos atos antidemocráticos como elo entre o governo e os youtubers, que possuem acesso privilegiado a Bolsonaro e informaram faturamento de mais de R$ 100 mil por mês. O Estadão ainda traz que Tércio, que era integrante do “gabinete do ódio”, repassa vídeos do presidente e participa de grupo de WhatsApp com os blogueiros para “discutir questões do governo”.

A informação foi dada pelo próprio Tércio em depoimento à Polícia Federal. Já Cid admitiu que, como “mensageiro” de Bolsonaro, leva e traz recados de Allan para ele. O blogueiro atua como uma espécie de representante das demandas dos demais canais. A investigação ainda não terminou. Mais de 30 pessoas já foram ouvidas, incluindo os filhos do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), apontado como comandante do “gabinete do ódio”, e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

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