O Comitê de Política Monetária (Copom) deve apontar um aumento da Selic pela primeira vez em quase seis anos. A estimativa da maioria do mercado é de uma alta de 0,5 ponto percentual na taxa, que atualmente está em 2%. Nos Estados Unidos o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) deve manter os juros.
A última vez que o Copom subiu a Selic foi em julho de 2015, quando a taxa básica de juros passou de 13,75% para 14,25%. A projeção do mercado de que as taxas irão aumentar advém de uma combinação de fatores, como economia ainda fraca, inflação subindo de forma intensa, alta do dólar contra o real e a situação de aumento dos gastos públicos por conta da pandemia.
Em entrevista ao InfoMoney, a equipe do Itaú BBA declarou que o Copom irá elevar a Selic em 0,5 p.p. e que essa alta se justifica “diante do aumento recente das incertezas globais e fiscais, em um contexto de inflação ainda bastante pressionada no curto prazo, especialmente em razão do aumento de preços de commodities sem correspondente apreciação cambial e da aceleração da inflação de bens em um cenário de maior utilização da capacidade da indústria, que contribui para maior repasse da alta de preços de insumos.”
Ainda segundo os analistas, o cenário se deteriorou significativamente no país desde a última reunião, com expectativa em alta sobre a inflação, câmbio volátil e sob pressão, além da polarização devido a anulação das condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No exterior, os fatores que influenciaram também foram a alta dos Treasuries e das commodities, incluindo os ajustes nos mercados com a recuperação econômica.




































