
Sindicato e advogados querem habeas copus de Bobó
Nesta quarta feira (21), o Presidente do Sindguardas-Ba e o diretor Sindical Delmo Souza acompanhados pelo procurador do Sindicato dos Guardas Civis Municipais do Estado da Bahia, estiveram na delegacia pública de Camacã para acompanhar a situação do carcereiro Valdemar Oliveira, mais conhecido como “BOBÓ” pois havia recebido informações que se tratava de um Guarda Municipal servidor ativo do quadro da prefeitura de Camacã.

Bobó diz ser inocente das acusações
O Dr. Pedro Sanches teve acesso ao servidor e após ouvi-lo, dirigiu-se até a Comarca de Camacã, onde foi informado que o processo do mesmo, estava sobre os cuidados do renomado casal de advogados Frederico Borges e Tânia Nere. O advogado do Sindguardas-BA, retornou ao centro da cidade mais precisamente no escritório de Dr. Frederico Borges, onde teve acesso aos autos. O pedido de habeas corpus feito pela defesa do carcereiro, foi negado em duas instâncias. Bobó não é Guarda Municipal e sim Auxiliar de Serviço Gerais, porém trabalhava como carcereiro no complexo policial de Camacã há quatro anos pelo município. No dia 27 de Abril 2014, ocorreu uma fuga no complexo policial de Camacã, onde fugiu um Menor de idade. No dia da fuga o carcereiro “BOBÓ” alega que entrou em luta corporal com dois presos ali custodiados, e que um dos presos que supostamente estava de posse de um machado conseguiu fugir. O Delegado Francesco Denis da Silva Santana, que assumiu a titularidade da delegacia de Camacã, ao investigar se houve facilitação de algum funcionário, teve a certeza que o mesmo havia facilitado a fuga de um menor de 17 anos e predeu o carcereiro sob a acusação de favorecimento pessoal e prevaricação. O Delegado informou ainda que o carcereiro agiu de má fé, pelo fato de ter deixado os cadeados da carceragem abertos, facilitando a fuga do menor. O Juiz desta comarca com base nas investigações e nas provas decretou a prisão preventiva de “Bobó” Acusação Nos autos constam contra o carcereiro, tinha a incumbência de vazar informações privilegiadas da delegacia e ter facilitado a fuga da genitora do menor que fugiu. Segundo depoimentos nos autos, o carcereiro havia pedido clemência aos policiais militares que prenderam um colega do carcereiro em flagrante, portando um revólver calibre 38. Defesa Dr. Frederico Borges é muito preciso em sua tese de defesa. Ele informou que ao ser preso, o delegado arbitrou uma fiança de R$ 4 mil reais para que o Carcereiro viesse ganhar a liberdade.

O Sindguardas da Bahia acredita na inocência do servidor público
O advogado Frederico Borges, alega ainda que não houve negligência por parte do seu cliente, até mesmo por que o mesmo estava em gozo de férias e foi chamado por um policial civil através de uma ligação telefônica para que viesse dar um apoio na retirada de um preso enfermo para o Hospital, e que no momento da remoção do preso doente, o carcereiro acabou descuidando-se e esquecendo o cadeado aberto. O causídico informou que dias antes a “fuga” na Quinta feira, havia acontecido uma inspeção carcerária por parte do Judiciário da Comarca deste município, onde foi informado que presos estariam tentando fugir. E ele vai mais além ao informar que o menor não deveria esta apreendido na delegacia de Camacã. O advogado questionou as condições em que seu cliente foi submetido, ao ser colocado à disposição do Estado, sem quaisquer treinamento ou curso de capacitação, uma vez que nem a própria Polícia Civil tem a atribuição de fazer custódia de presos. Dr. Frederico Borges lamentou as condições carcerário do município de Camacã, uma vez que no interior das celas que tem presos custodiados, existe uma cela com machados, foices, facões, facas, cavadores dentre outras armas brancas e classificou-a como “dar bananas a macacos para guardar.




































