
O Instituto Uiraçu, tem uma lista com mais de 300 espécies de aves, sendo 60 endêmicas, 27 ameaçadas de extinção, duas novas para ciência e várias de distribuição restrita.
A Secretaria de Meio Ambiente de Camacã desenvolve o projeto “Aves de Camacã”, que visa mapear o potencial da fauna local, objetivando valorizar as riquezas das matas e da cultura da lavoura cacaueira. Inicialmente a USP (Universidade de São Paulo), tinha feito uma pesquisa sobre aves na Reserva Serra Bonita, nas matas acima de 400 metros de altitude e teria registrado uma lista com mais de 300 espécies, sendo mais de 60 endêmicas, 27 ameaçadas de extinção, duas novas para ciência e varias de distribuição restrita.
Um dos resultados mais importantes foi a redescoberta do “uiraçu” ou gavião real (Harpia hapyja) uma espécie quase em extinção na mata atlântica. Agora este novo levantamento, irá analisar o potencial de aves nos bosques e sub-bosques das fazendas de cacau, e se espera que mais de 150 espécies sejam compiladas.
O trabalho é conduzido pelo biólogo José Almir Jacomelli, especialista em aves brasileiras e que também participou do trabalho anterior junto a USP. Agora outras ações estão sendo trabalhadas, como a participação em feiras especializadas neste tipo de turismo, a exemplo da “Avistar” que significa ser a maior feira Latino America de turismo de observação de Aves), Fenatur (Feira Nacional de Turismo) e congresso da ABAV (Associação Brasileira de Agentes de Viagem), com o apoio da Secretaria de Turismo da Bahia, visando mostrar ao mundo nossa biodiversidade e riquezas naturais.
Para Antonio Malta, secretário interino de Meio Ambiente, este trabalho é muito importante para dar visibilidade para região cacaueira e mostrar o quanto é necessário se investir em projetos de desenvolvimento econômico sustentável para se conseguir continuar preservando as matas. Segundo ele o cacau é a atividade agrícola que contempla este modelo econômico de exploração sustentável, finaliza o secretário.

































