
Dr. Aníbal aponta as dificuldades vividas pela instituição de saúde devído os subsídios defasados repassados pelo SUS
Atendendo a uma solicitação d’o O Tempo jornalismo para falar sobre uma greve deflagrada por alguns funcionários da Fundação Hospitalar de Camacã na semana que passou, o Presidente da instituição de saúde Dr. Aníbal de Holanda Cavalcante fala com exclusividade sobre o movimento que foi colocado á disposição do público camacaense e aos usuários daquele complexo .
Agnaldo. Dr. Aníbal, Qual o motivo da 1ª greve e as causas das dificuldades que passa hoje a Fundação de Camacã?.
Dr. Aníbal. Caro e estimado radialista Agnaldo Santos. Houve um movimento grevista de alguns funcionários da FHC, pela primeira vez na sua história, que durou somente cinco dias, sob a tutela do Sintesi (Sindicato dos trabalhadores da saúde de Itabuna e região). Primeiro, infiltraram um candidato a emprego, tido como especial e bonzinho,trazido por antigos funcionários com credibilidade.Após sua admissão,na primeira crise, tomamos conhecimento por documento não postado, entregue em mãos da secretária, que o mesmo era delegado sindical irremovível. O Sintesi, através deste delegado e outros membros, mesmo tomando conhecimento da nossa postura e como conduzíamos a Fundação e o que estávamos fazendo junto a Prefeitura local, secretária do governo da Bahia, radio local e entidades representavas com a maçonaria e outras, para sanar as dificuldades econômicas pontuais,por atraso de salários e férias, compreensíveis pelos motivos abaixo elencados. Mesmo assim, resolveram fazer uma greve política, convidando uma vereadora inimiga da Fundação e de seus diretores para dar entrevista na radio local e, usando um funcionário com carro de som , provavelmente patrocinado por um político,também desafeto da Fundação, com o intuito de lamear seus diretores e a Fundação, entidade séria e uma das melhores do Brasil para atendimento SUS,que é patrimônio nosso e de nossos filhos. Com isto, distorcendo um movimento cívico e de cidadania nacional, em busca de direitos como saúde de qualidade,educação,moradia, transporte,segurança, justiça,dentre outros. Pela atitude açodada,perderam o rumo e o feito.“Somos favoráveis a movimentos grevista sim, brigando por diretos sim. É direito constitucional indiscutível. Porém, o que foi feito, foi feio, indigno e não teve o apoio das pessoas de bem da nossa cidade, que previamente já tinham sido alertadas sobre a real situação da Fundação Hospitalar de Camacã. Os nossos queridos funcionários já foram perdoados, porque, como nos ensina “Jesus”, cada um dá somente aquilo que tem”. Dr. Aníbal aponta os principais entraves que tem colocado a Fundação Hospitalar de Camacã em estado de crise e alerta. Segundo informou, a tabela SUS está sem aumento linear há mais de dez anos e os repasses efetuados pelo governo do Estado, estão levandos até três meses para os pagamentos.
.O Sintese anualmente nas suas convenções dá aumento de até dez pontos percentuais a mais, além dos índices oficiais do governo federal.(Eles tem conhecimento que não temos nenhum reajuste). Agrada aos funcionários e quebra a empresa.
. A inflação acumulada dos últimos dez anos.
“Trabalhamos por produção e recebemos somente doze repasses por ano. Gastamos quinze(décimo terceiro, férias. FGTS, etc). Somos obrigados a tomar empréstimos bancários todos os anos.” Nossa cidade tem um dos maiores índices de profissionais, com títulos de especialista, pós-graduação, residência e outros por habitante. No entanto, grande número de usuários procuram algumas clínicas populares da cidade de Itabuna, sem a mesma qualificação nossa de conhecimento e, serviços prestados por nossos hospitais, que são melhores. Gastando lá fora, o que deveria ser investido em nossa cidade. Não reconhecem pela facilidade do atendimento e pelo custo, dois reais e cinquenta e seis por uma consulta, sete e cinquenta por uma sutura, um real e cinquenta e oito por uma glicemia, sete a doze reais por um Raio x e por isso, não valorizam e muitas vezes abusam ao invés de prestigiar os serviços e os profissionais”.
. Muitos usuários de convênios médicos, absurdamente usam o atendimento SUS. para(acreditem), economizarem em seus planos.
. “Os cirurgiões e anestesista não querem trabalhar com a tabela SUS que paga trinta ou quarenta reais por uma anestesia e sessenta, oitenta, cem ou mais reais por cirurgias. Quando na cabeça de alguns familiares de pacientes por qualquer provável ou improvável insucesso do trabalho médico, estão pedindo indenizações milionárias de R$ 500 mil ou mais, sem respaldo do Conselho de Medicina ou jurídico. Nos trazendo custos adicionais com advogados e custo processuais”. Agnaldo. Dr Aníbal como resolver esta severa crise com esta falta de recursos? Dr. Aníbal.“Caro Agnaldo, como fomos informado por uma pessoa importante da SESAB, a decisão é política a nível do Governo do Estado da Bahia, para tanto, pedimos ajuda a Dra. Aldeci, secretária de saúde e da nossa Prefeita Ângela Castro, para marcar uma audiência com o Governador J. Vagner, juntamente com os Prefeitos de Pau Brasil, Mascote, Arataca, Santa Luzia, Jussari e outros, para que na pauta de reivindicações, possamos também pedir uma contratualização com o Hospital da Fundação, ou outros convênios para que de forma definitiva possamos solucionar esta grave crise. Que também esta sendo vivida por outros serviços de saúde em todo o Brasil.” Agnaldo. Dr. Aníbal, o que mais podemos fazer para ajudar a esta Instituição? Caro Agnaldo, neste momento de dificuldade, pedimos a compreensão de todos os funcionários da Família Fundação, da nossa comunidade de Camacã e demais cidades vizinhas, que paguem os procedimentos não cobertos pelo SUS, usem seus convênios médicos,valorizem os profissionais da área da saúde, “todos”. Continuem nos ajudando com os cupons fiscais, enfim “entendam” é melhor superar e ajudar um hospital que é nosso porque é de qualidade, é melhor do que vê-lo fechado. Agnaldo. para terminar, Dr. gostaria que o senhor expusesse o que mais o incomoda?
Dr. Aníbal. Caro Agnaldo – Somente tenho a agradecer ao Espírito Santo de Deus ( ao nosso amado “Jesus Cristo”, ao Espírito fraterno do Dr. Osvaldo Valverde, a Maçonaria, ao Laions Club de Camacã, ao CDL, a nossa comunidade, aos queridos funcionários da Fundação, pelo acolhimento da nossa palavra de ajuda e pela compreensão de todos, reafirmando que as provações, servem para nos tornarmos mais humildes e aumentar a fé e crença em Deus. Que Jesus nos ajude e abençoe.




































