O mercado de aviação deu um salto em julho e, em um novo sinal de retomada, atingiu quase 68% da malha de voos da era pré-pandemia de Covid-19, ante 51% em junho. O resultado foi uma surpresa para os integrantes do setor, visto que foi mais intensa do que o crescimento gradual que vinha registrando nos trajetos domésticos desde abril, quando girava em torno de 36% o patamar considerado normal antes da chegada do vírus no Brasil.
Segundo a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), o balanço positivo é uma consequência do avanço da vacinação no país. “Os outros fatores que contribuíram também são consequência da vacinação. Por exemplo, as pessoas retomando viagens de lazer porque têm férias escolares também tem o impulso da vacina”, disse o presidente da entidade, Eduardo Sanovicz.
À coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Sanovicz afirmou ainda que o mercado de aviação identifica dois vetores e já vislumbra mudanças de comportamento do consumidor que devem permanecer no pós-pandemia. “Tem o público de lazer e tem um novo que é aquele que pode se deslocar para trabalhar remotamente. É um viajante corporativo, mas é híbrido”, explicou.




































