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Loja é condenada por forçar funcionária a fazer dancinhas no TikTok

Na decisão, o magistrado afirma que a ex-funcionária sofreu angústia por aparecer em vídeos com “conteúdo vexatório”.

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O juiz Fabrício Lima, da Vara do Trabalho de Teófilo Otoni (MG), determinou neste sábado (15/4) que a loja SIM – Móveis e Eletros pague R$ 12 mil a uma ex-funcionária. A ação foi movida após a empresa obrigar a mulher, que estava grávida na época, a gravar vídeos fazendo dancinhas para o TikTok.

“A veiculação de vídeos em redes sociais, com roteiros pré-produzidos, alguns com conotações sexuais e outros com a utilização de expressões de duplo sentido, extrapolam a zona de neutralidade do direito de imagem que pode envolver situações corriqueiras do contrato de trabalho, depreciando a imagem-atributo da trabalhadora”, diz o juiz na sentença.

Na decisão, o magistrado afirma que a ex-funcionária sofreu angústia por aparecer em vídeos com “conteúdo vexatório”. “A prova oral produzida pela própria reclamada contraria a tese defensiva de que os vídeos não tinham intuito comercial, uma vez que ambas testemunhas destacaram que estavam relacionados à sua estratégia de marketing.”

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