A cidade de Camacã, atualmente com 32 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, (IBGE), tem um problema crônico difícil ou distante de acabar. É a questão de um gigantesco lixão, que fica ás margens da BA-OO27, onde várias famílias vivem e tiram o sustento dos seus filhos. O local recebe toneladas de detritos diariamente, transformando aquele trecho de estrada, em um dos lugares mais fétidos, imundos, poluentes e degradantes que a natureza humana pode suportar. A maioria dos resíduos depositados, é fruto do lixo residencial, hospitalar e de naturezas diversas, dispensados pela comunidade. Os catadores que trabalham no local vivem com a constante presença dos vetores, roedores, urubus e toda especie de podridão que se pode imaginar. A prefeitura faz a coleta, mas na ausência de um aterro sanitário o que seria o mais correto, o meio ambiente recebe todo aquele dejeto e sofre as consequências.
O catador José Domingos Batista Santos, 42 anos, disse que trabalha no lixão há 2 anos, e ganha apenas R$ 150 reais por mês pela coleta. Segundo informou, essa quantia não dá para sobreviver, mas ajuda comprar o pão. Uma outra senhora identificada como Vera Lúcia dos Santos, mãe de quatorze filhos, disse á reportagem d’o O Tempo Jornalismo, que há seis anos, também sobrevive do que coleta no lugar Ela falou que a fatura em dinheiro coletada pelas famílias é praticamente a mesma, e gira em torno de R$ 150 a R$ 200 reais. A catadora destacou que os produtos mais procurados pelos compradores são as garrafas peti, latinhas, vidros, ferro, plástico e principalmente o papelão quando o tempo não é de chuva.
A Mulher garante que durante o período que trabalha no lixão, nunca teve problemas de saúde e sempre tem tomado a vacina contra o tétano.”Graças a Deus, agente nunca sentiu nada não, finalizou a trabalhadora. Os poderes públicos já realizaram palestras, formaram conselhos e muitas ideias em torno da vinda de um aterro sanitário para esta região foram discutidas, mas pelo andar da carruagem, este tem se tornado um problema da mais alta complexidade e esta história terá ainda muitos capítulos…Está difícil de acabar.






































