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Justiça contraria família e proíbe cremação do corpo de miliciano

A juíza reitera, ainda, que Adriano não morreu de causas naturais e que, segundo consta em sua certidão de óbito, ele sofreu anemia aguda e politraumatismo causados por instrumento perfuro-cortante.

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A cerimônia estava prevista para as 10h desta quarta no Crematório do Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Zona Portuária do Rio.

Contrariando o desejo da família, a Justiça do Rio de Janeiro proibiu, nesta quarta-feira (12), a cremação do corpo do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, que foi morto no último domingo em Esplanada, no interior da Bahia. A decisão foi da magistrada Maria Izabel Pena Pieranti. A cerimônia estava prevista para as 10h desta quarta no Crematório do Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Zona Portuária do Rio.

Em sua decisão, a juíza do plantão judiciário, Maria Izabel Pena Pieranti, diz que “que não se encontram preenchidos os requisitos previstos na Lei de Registros Públicos (lei 6.075/1973)”. Segundo a juíza, não constam no pedido documentos imprescindíveis para a cremação, como a cópia da Guia de Remoção de Cadáver e o Registro de Ocorrência.

A juíza reitera, ainda, que Adriano não morreu de causas naturais e que, segundo consta em sua certidão de óbito, ele sofreu anemia aguda e politraumatismo causados por instrumento perfuro-cortante.

Nas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro – que é filho do presidente Jair Bolsonaro – se posicionou contra a cremação. “Acaba de chegar a meu conhecimento que há pessoas acelerando a cremação de Adriano da Nóbrega para sumir com as evidências de que ele foi brutalmente assassinado na Bahia. Rogo às autoridades competentes que impeçam isso e elucidem o que de fato houve”, pontou.

Adriano da Nóbrega era citado na investigação que apura a prática de “rachadinha” no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro, quando era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro na (Alerj).

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