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Juiz determina prisão de homem que jogou ácido em cachorro de rua

Testemunhas confirmaram ter visto o homem na frente do prédio minutos antes do ocorrido.

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Um homem foi preso preventivamente por jogar ácido em um cachorro que dormia na porta do prédio onde reside, na cidade de Itá, em Santa Catarina. A prisão foi decretada pelo juiz Rodrigo Clímaco José, da Vara Única da cidade. Para o juiz, a fúria do homem põe em risco a segurança e integridade dos demais animais sem lar existentes na cidade. O crime aconteceu no início do mês. De acordo com o Migalhas, nos vídeos registrados por câmeras de segurança de um estabelecimento vizinho, fica evidente que a pessoa que aparece com casaco preto e calça jeans foi quem jogou a substância no animal.

Na sequência, é possível ver o cachorro correr desesperado e em sofrimento. Não há dúvidas de que o agressor saiu do prédio, não tendo sido ninguém que veio da rua, como mostram os minutos anteriores da gravação. As imagens feitas na manhã do mesmo dia permitem a identificação da placa da motocicleta utilizada pelo então suspeito e revelaram a propriedade da cunhada do acusado.

Testemunhas confirmaram ter visto o homem na frente do prédio minutos antes do ocorrido. O animal recém havia chegado, perseguindo o carro de outro morador que o alimentava. Ele sofreu queimaduras de terceiro grau, principalmente na pata esquerda traseira. Para dar noção do efeito corrosivo do ácido, o juiz declarou que dono da loja boletim de ocorrência de dano por ter a porta da loja danificada, assim como o cadeado, “sendo que ambos apresentavam sinais de corrosão por alguma substância usada no dia do ocorrido e que teria sido jogada no animal que descansava perto da loja”, observou o magistrado.

Testemunhas contam que os moradores da região central disponibilizam cobertor e potes com comida e água para animais como esse vitimado, carinhosamente chamado por todos de “Pastel”. De acordo com a denúncia, o acusado e a esposa – responsável pela limpeza da área comum do prédio – reclamavam frequentemente da presença do cão no hall de entrada, deitado no tapete ao pé da escada. “Para que a pessoa tenha jogado uma substância corrosiva como essa, certamente premeditou o crime – afinal, ninguém tem fácil acesso a algo como isso.

Portanto, estamos falando de alguém que realmente gostaria de lesionar o cachorro e se preparou para isso. Ou seja, tem-se premeditação, motivo fútil – afinal, supostamente jogou a substância porque o animal dormia no seu prédio -, crueldade – Pastel sofreu muito com o crime – e graves consequências.”  O animal segue internado em uma clínica veterinária, no município vizinho de Seara. O processo tramita em sigilo.

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