
Em um dos pontos da imagem é possível ver uma forma que se assemelha a um homem de costas, olhando para a esquerda.
No dia, (7), de março, a Agência Espacial Europeia (ESA), divulgou fotos inéditas em alta resolução da camada mais externa do sol (chamada coroa). Em um dos pontos da imagem é possível ver uma forma que se assemelha a um homem de costas, olhando para a esquerda. As fotografias foram tiradas pela Solar Orbiter, quando estava a uma distância de cerca de 75 milhões de quilômetros, a meio caminho entre à terra e o sol.
A ciência explica, que os olhos procuram figuras humanas em vários lugares, isso acontece devido um fenômeno chamado pareidolia (o reconhecimento de uma imagem, som ou objeto familiar em um estímulo aleatório, como enxergar formas de animais em nuvens).
Mas, segundo a ciência, os traços amarelos e dourados, que aparecem na superfície do sol, são gases, plasma, arcos magnéticos e tempestades geomagnéticas, capazes de interferir na vida da Terra.
Esses eventos que ocorrem no sol, podem afetar o funcionamento de sistemas de internet e GPS aqui da Terra, assim como, a segurança de astronautas em missões espaciais.
O que a imagem mostra de fato?
O telescópio de alta resolução foi acoplado a uma sonda lançada pela Nasa em 2020, com, a ESA. A foto é um conjunto de 25 imagens individuais.
Além de ser possível ver a curiosa figura humana, o grande destaque é a última camada da atmosfera do sol, mais quente do que a superfície da estrela. Ela é dívida em duas partes, a cromosfera (camada mais inferior), e a coroa (camada externa, sendo a parte mostrada na imagem).
Na foto, as partes mais luminosas na superfície do sol é chamada manchas solares ou regiões ativas, elas possuem uma alta concentração de campo magnético. Esses campos produzem a todo momento uma espécie de “dança” de gás e plasma.
Um fato que intriga os cientistas a bastante tempo, é a camada mais exterior da estrela (a coroa, vista na imagem), ser mais quente que sua superfície. A temperatura da coroa, pode chegar à casa do milhão, enquanto a superfície chega a 5 mil graus Celsius, tornando o aquecimento dessas regiões único.
Em entrevista ao G1, uma astrônoma do Centro de Rádio Astronomia e Astrofísica Mackenzie, explica que isso é intrigante porque na Terra, quando se pensa em uma fogueira, por exemplo, a parte interna é mais quente, do que na superfície das chamas, o inverso da dinâmica do sol.]




































