
O cantor camacanense é capa principal no site terra, destaque no Brasil inteiro
Músico, escritor e historiador baiano. Dois discos gravados “Carpe Diem” (2010) e “Folk Baiano” (2012). Site oficial: www.diegoschaun.com
Por Bob Fernandes-O Terra Magazine desta semana, trás na sua Capa uma matéria completa sobre o artigo e a brilhante carreira do artista camacanense Diego Schaun. Nestes dias tão coléricos e melancólicos, não faz sentido contar piadas. Nem lê-las, naquelas revistinhas baratas que ninguém compra. É que agora todo mundo é sério. Os papos são interessantes e a raiva, decepção, choro e ranger de dentes são notórios em cada esquina. Aquele tempo de felicidade foi embora e a saudade no meu peito é imensa, mas isso também é coisa miúda nestes dias tão coléricos.
Já é do conhecimento de muita gente o projeto “Mars One”, que consiste em uma viagem só de ida para o planeta Marte. Nada de novo. Ir ao espaço? Normal. Viagens tripuladas? Também não foge do normal. Sempre há alguém pendurado por aí afora apertando alguma porca solta (não é o bandido do Chapolin) ou conectando cabos que falham como qualquer cabo que um dia sempre falha.
Até o momento, mais de 100 mil pessoas já se inscreveram para fazer parte da tripulação. Destas, 80% o fizeram só pra dizer em casa que estão entre os inscritos. Na hora da verdade, todos correm. Eu também correria. Este tempo de apatia e revolução, seriedade e sarcasmo, não é propício para novos Colombos. O homem é outro. Não é mais medieval. Mentira. É sim. Nada faz diferença. Somos violentos tanto quanto os vikings, sebosos como visigodos e chatos como os galegos. Mundonão consiste em planeta. Pessoas também são mundos particulares. Talvez seja até mais fácil fincar uma bandeira da ONU em solo marciano do que colonizar corações alheios.

Diego Schaun de Camacã para o mundo
Quando Pinta, Santa Maria e Nina zarparam da costa europeia rumo às índias, os tripulantes não tinham a mínima noção de que não voltariam para casa. Os aventureiros, inexperientes em sua maioria ou os degradados enteados de Eva embarcavam em naus com um sonho: Sobreviver para enriquecer com os tesouros do oriente. Ninguém tinha o objetivo de colonizar ou catequizar ou analisar as geologias de possíveis solos estranhos. Entretanto tudo isso aconteceu, com o tempo.
Antes de escrever este texto, enquanto lia a respeito desta missão marciana que está quase às portas (a primeira tripulação decola em abril de 2022) senti uma profunda indignação pelas pessoas que realmente querem morar no planeta vermelho. Minha primeira sensação foi: Isso é um suicídio mascarado. Não é não. Prefiro ver um amigo morando em Marte do que vê-lo gelado num féretro por ter tirado a própria vida.http://terramagazine.terra.com.br




































