Uma quadrilha ateou fogo e matou uma dentista durante um assalto ao consultório dela por volta das 12h de ontem em São Bernardo do Campo, no ABC (Grande SP). A vítima teve seu corpo incendiado porque os assaltantes conseguiram sacar só R$ 30 de sua conta bancária e queriam mais dinheiro. Ela morreu no local do crime. Segundo a Polícia Militar, a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, 46, estava atendendo um paciente no seu consultório no Jardim Anchieta quando um homem chegou dizendo precisar de atendimento de emergência. A dentista abriu o consultório para o homem. Em seguida, um comparsa dele entrou e anunciou o assalto. A PM afirma que três ou quatro pessoas integraram o grupo. Eles encontraram um cartão bancário na bolsa da dentista e pediram a senha dela para realizar saques. Parte da quadrilha ficou no consultório e outra parte saiu para ir ao caixa eletrônico. A polícia divulgou imagens de um dos suspeitos na loja de conveniência de um posto de combustível, onde teria ido fazer os saques. À noite, ela informou já ter conseguido identificá-lo. Segundo a polícia, ele usou no crime o carro de sua mãe, que reconheceu o filho nas imagens.
Após ir ao caixa eletrônico, o grupo voltou com a quantia sacada da conta da dentista e pediu mais dinheiro, sob a ameaça de que colocaria fogo na mulher. Como Cinthya insistiu que não tinha mais dinheiro, um deles jogou álcool nela e ateou fogo. “Eles cometeram o crime porque só tinha R$ 30 [na conta]”, disse o delegado Roberto Bueno de Menezes. Uma vizinha ouviu os gritos de Cinthya e chamou os bombeiros. “Ela gritou por socorro e eu vi a fumaça”, disse Lindaci de Oliveira, 54. O paciente que estava em consulta disse à polícia que foi vendado e teve pertences como relógio e celular roubados. Os bandidos também levaram uma aliança da dentista e R$ 20. A testemunha disse que a vítima falou aos ladrões que a conta não tinha dinheiro, mas eles insistiram. Uma pessoa que estava próxima ao local do crime relatou ter visto os suspeitos fugirem em um Audi A3 preto. Ela disse que o carro parou na contramão da rua onde fica o consultório, quando três pessoas entraram no veículo. Solteira, a dentista morava no mesmo imóvel do consultório (montado em 2003) com os pais e uma irmã de 42 anos com necessidades especiais –que dependia de Cinthya para se manter.




































