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Cinco bilhões de pessoas ainda consomem gordura trans, diz Organização Mundial da Saúde

Simplificando, ela é um produto químico tóxico que mata e não deve ter lugar nos alimentos.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um novo relatório na última segunda-feira (23) onde afirma que cinco bilhões de pessoas em todo o mundo ainda estão vulneráveis ao consumo de gordura trans, mesmo com a meta de eliminação para 2023. A gordura trans produzida industrialmente é frequentemente encontrada em alimentos embalados, congelados, óleos de cozinha e patês prontos. A ingestão da substância é responsável por pelo menos 500 mil mortes prematuras por doença arterial coronariana (DAC) a cada ano no mundo todo. Em nota, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que a gordura trans não tem nenhum benefício conhecido. Muito pelo contrário: ela causa enormes riscos à saúde.

“Eliminar a gordura trans é econômico e traz enormes benefícios para a saúde. Simplificando, ela é um produto químico tóxico que mata e não deve ter lugar nos alimentos. É hora de se livrar disso de uma vez por todas”, diz. O relatório menciona que 43 países já implementaram medidas para a eliminação da substância, inclusive o Brasil. Um número crescente de nações de renda média também está implementando ou adotando novos parâmetros, como Argentina, Índia, Paraguai, Ucrânia, Bangladesh e Filipinas.

No entanto, nove dos 16 países com maior índice de morte por DAC relacionado à gordura trans ainda não adotaram nenhuma medida para eliminar a substância: Egito, Irã, Austrália, Azerbaijão, Equador, Nepal, Paquistão, Butão e Coreia do Sul. A OMS recomenda ainda que a prioridade dos governos seja não somente a adoção de políticas públicas, mas também de monitoramento das medidas e o incentivo aos fabricantes de alimentos para a eliminação da gordura trans.

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