
Veja o tímido movimento da feira livre de Jacareci, num registro feito na tarde deste domingo (4). Fotos \ O Tempo Jornalismo
Por Agnaldo Santos-Depois que o êxodo rural se instalou no Município de camacã e região Sul da Bahia, houve um forte impacto negativo, por causa da devastação da vassoura de bruxa, que praticamente acabou com muitas roças de cacau, nos fins dos anos 80. Esta crise, nunca mais foi embora. A prova que a fatídica praga, desmoronou o castelo de muita gente, pode ser vista nas feiras livres de vários municípios. Isso pode ser também constatado na feira livre de Jacareci, há 19 km da sede do município. Ao longo dos anos 50, 60, 70, até os anos 80, esta praça (foto), era uma das mais movimentadas e maiores feiras livres da região, e atraia centenas de comerciantes, que levavam seus produtos, para serem comercializados no distrito. Eram tantas barracas sortidas, eram tantas pessoas transitando e com poder de compras, que não podiam ser contadas. Era um grande vai e vem de pessoas.

Veja a feira livre de outro ângulo
A feira livre Jacareciense, era um lugar difícil até de se caminhar, por causa do grande trafego de pessoas comprando, vendendo e outras que iam apenas para ver as novidades da semana. Na tarde deste domingo (4), a reportagem d’o O Tempo Jornalismo, esteve em Jacareci, para sentir a realidade atual do comércio e da feira livre, mas foi difícil comparar o que é o movimento da mesma hoje e a próspera feira livre do passado.
Veja o ponto de onde a nossa lente fez a foto, e observe na primeira imagem, veja o vazio até onde se encontram algumas poucas barracas lá no fundo, que inclusive podem ser contadas. Feirantes de várias regiões do Sul da Bahia, se deslocavam de seus municípios, porque encontravam em Jacareci, um lugar de fartura e dinheiro fácil, pois com coragem e trabalho, todos ganhavam naquela época. A feira livre de Jacareci, já significou ser um dos maiores movimentos de fim de semana desta região.

A Avenida Itabuna principal do distrito, que até os anos 80, era movimentada, hoje em pleno domingo está deserta
Os áureos tempos de ouro do cacau, já não existem, e o que resta é uma grande saudade daqueles tempos onde o cacau, era moeda corrente, e que o trabalhador tinha mais condições de ir a feira livre, fazer as compras que o fruto de ouro podia dar.




































