
Comandante é parte da cultura popular camacaense. Fotos /O Tempo Jornalismo
Por Agnaldo Santos-Um Homem que atende pelo pré-nome Manoel, mas conhecido pelo apelido “Comandante”, 62 anos, residente no bairro Novo, distrito de Leoventura, é uma figura folclórica que vive pelas ruas da cidade, comporta-se e veste-se como se fosse um soldado das forças armadas. Com Um chapéu de couro, uma farda do exército e um cinto amarrado sobre a cintura, ele se debruça sobre o sonho de um guarda de trânsito, tem como obrigação principal usar a continência a qualquer veículos e motocicletas se aproxima. Ele sai de Leoventura praticamente todos os dias para exercer esta função no centro da cidade.
Quando está nas rua fazendo seu trabalho, como ele mesmo classifica, não gosta de se relacionar e não adianta lhe dirigir a palavra, para não tirar sua atenção do trânsito. Adota a continência como seu estilo de trabalho, e esta continência não é dirigida a todos os motoristas, e já adotou a medida como lei obrigatória.
A nossa reportagem foi até a residencia de “Comandante “, como gosta de ser chamado e o encontrou construindo uma casa de tábua e mostrou sua coleção de fardamento do exército e até uma carteira antiga com a sigla da Polícia. Fica uma pergunta no ar, quem é e quem foi comandante?

Ele exibe a coleção de fardamento
Na verdade a nossa reportagem não conseguiu descobrir quase nada a respeito deste homem misterioso, porque não deu respostas conclusivas a nem uma de nossas perguntas.Ele soube explicar que chegou a Camacã com 15 anos de Idade, é natural de Salto da divisa-MG, trabalhou como vaqueiro nas fazenda de Zeca Alves e Luiz Alves nos idos dos anos 80 na região de Jacareci. Ele tem um orelhão no interior da sua casa, coleciona antigos santinhos e propagandas de candidatos, tem uma serie de aparelhos eletrônicos e velhas cédulas eleitorais.
Um comerciante do centro da cidade contou uma história curiosa sobre este homem. Ele disse que a alguns dias, comandante estava na Praça Dr. João Vargens, como sempre impondo a condição de continência para os motoristas, na mesma hora passou o veículo com a guarnição da CAERC, ele então imediatamente assumiu seu posto e usou a continência, os policiais retribuíram pensando se tratar de uma autoridade importante do trânsito.
Os policiais ficaram na dúvida por não saber de quem se tratava, então fizeram a volta, no retorno, o competente agente dispensou mais uma continência, aí então descobriram que tratava-se do ilustre comandante, o guarda de trânsito camacaense.




































