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Bahia: Patroa é condenada a indenizar mulher que trabalhou 35 anos sem salário

Ela também determinou que se os débitos não forem quitados no prazo poderão ser retidos os valores de restituição do Imposto de Renda.

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Uma mulher foi condenada na Justiça do Trabalho por manter uma empregada doméstica trabalhando por 35 anos sem nenhuma remuneração, em condições consideradas análogas à escravidão, em Santo Antônio de Jesus, Recôncavo da Bahia. Arlinda Pinheiro de Souza Santos deve pagar R$ 170 mil para a vítima como indenização por danos morais, divulgou o Ministério Público do Trabalho (MPT).

O MPT fiscalizou a casa de Arlinda em 21 de dezembro de 2017 depois de denúncias anônimas. A doméstica, já uma senhora de idade, foi encontrada na casa e confirmou em depoimento que trabalhava sem pagamento – o serviço era trocado por moradia, comida e roupa. Por conta dos laços afetivos, ela não quis ser resgatada. A sentença da juíza substituta da Vara do Trabalho de Santo Antônio de Jesus, Paula Leal Lordelo, determina que além da indenização a empregadora deve quitar os débitos junto ao INSS e ao FGTS pelo período de trabalho da doméstica.

Ela também determinou que se os débitos não forem quitados no prazo poderão ser retidos os valores de restituição do Imposto de Renda. O valor da rescisão do contrato de trabalho, no entanto, foi limitado na sentença aos últimos cinco anos de trabalho, entendendo que os direitos econômicos anteriores já prescreveram.

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