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As greves dos funcionários ajudaram fechar a Fundação Hospitalar de Camacã: Diz Aníbal de Holanda Cavalcante

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Aníbal Cavalcante diz que o fechamento da F.H.C é um prejuízo incalculável para a sociedade: Foto / O Tempo Jornalismo

Por Agnaldo Santos-A Fundação Hospitalar de Camacã fechada a exatos 5 meses, tem gerado um enorme e grave prejuízo para à saúde da população camacaense e cidades como Santa Luzia, Mascote, Jussari, São João do Paraíso e Pau Brasil.O fechamento da instituição de saúde se deu principalmente por causa da greve dos funcionários, a falta de recursos e a falta de compreensão dos seus colegas médicos. Em 36 anos de existência a Fundação nunca teve problema com greve e, as duas últimas que tiveram em 2013, fizeram fechar o hospital.

As informações são do ex-presidente Aníbal de Holanda Cavalcante. Segundo ele, sua administração durou 11 anos, mas toda sua gerência diante da casa, foi inteiramente com muitas dificuldades. Ele classificou a Fundação Hospitalar como sendo a maior e melhor casa de saúde da região. Um grupo da cidade de Itabuna, pretende fazer uma parceira com a Fundação e prometem trazer recursos e novos serviços a exemplo da hemodiálise e UTI, serviços estes que irão servir a toda região cacaueira.

Ele reconhece que é uma grande irresponsabilidade ver este hospital com as portas fechadas, e gostaria que o poder público, o Ministério público e a sociedade organizada, cobrasse veementemente a abertura imediata do Hospital, porque considera uma indecência em ter um hospital daquela qualificação, o qual não existe na Bahia, com as portas fechadas. Ele reitera que o Hospital Santo Antônio, mesmo com toda sua dificuldade e precariedade é o único que está sustentando a saúde pública de Camacã.

A reportagem perguntou ao médico, o que foi que deu errado para a Fundação Hospitalar de Camacã ter chegado ao ponto de fechar. Ele então explicou que o que levou o fechamento do Hospital, foram as denuncias de erros médicos e o grupo médico que trabalhou a “meio pau”, reduzindo sua atividade a 40%. “Como a Fundação vive de produção, porque não recebe verbas públicas, portanto a participação médica, o sindicato que aumentou os valores anuais de 10 dígitos acima da inflação, com aumento de 15% por cento, com uma inflação de 6% por cento e uma folha de R% 100 mil reais por mês, décimo e ferias, isso tudo acarretou para o fechamento”, disse frisando que isso significa uma falta de sensibilidade, o que sempre foi pontuado na sua gestão.

Aníbal disse ainda que durante dois anos, teria pedido aos funcionários que não entrassem em greve e não deixassem o hospital fechar, porque sabia que se fechasse, haveria uma grande dificuldade em reabri-lo. Veja o que o médico disse: “Dr. Aníbal não fechou o hospital, nem fecharia”, exclamou ressaltando que sempre disse que se dependesse da sua gestão, esta casa de saúde estaria aberta em pleno funcionamento. Ele argumenta que renunciou do cargo por uma questão de saúde, “Ou era sua vida ou a Fundação”, pois já tinha dado 10 anos e meio de contribuição, por isso seria justo que outro assumisse.

Ele garante que deixou o hospital com apenas 1 mês de salário atrasado, e as dividas deixadas pela sua administração, são muito pequenas e poderiam ser equalizadas facilmente, mais existe uma divina de aproximadamente R$ 500 mil reais da gestão passada para ser negociada. “Eu sofri durante 10 anos, porque dei prioridade aos funcionários, cortei a carne dos médicos, ou seja tirava ganhos médicos, para pagar obrigações sociais, e os salários dos funcionários”,disse. O ex- presidente criticou o que chamou de “a perversidade do Governo”, e tabela com alguns procedimentos, que estão majorados há 20 anos e outro há 10 anos. Para o médico, dirigir a Fundação Hospitalar, sempre foi um sacrifício muito grande, porque ela é deficitária, mas que tinha consciência do seu papel de cidadão da cidade que gosta.

Ele finalizou dizendo que sua maior frustração, foi não poder conscientizar os funcionários, mesmo querendo implantar a humanização do hospital, pois o mesmo tem qualidade, está equipado, com tudo novo, mas falhou no processo pessoal da humanização, em atender o paciente com respeito, com carinho, com amor, com devotação e infelizmente neste contexto, não contou com a ajuda dos seus colegas funcionários. “E Hoje estamos pagando um alto preço, disse arguindo que mesmo quando ver a sociedade precisando, esta não levanta a bandeira porque ainda  existe muita magoa. Por isso eu peço a todo cidadão camacaense que reflita e perdoe as falhas que houveram na área do atendimento, e façamos com que um hospital desta magnitude seja reaberto, porque é um patrimônio inteiramente do povo de Camacã.

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