
O encontro reuniu empresários da cidade e a classe médica: Fotos \ O Tempo Jornalismo
Por Agnaldo Santos-O médico Aníbal de Holanda Cavalcante, renunciou a presidência da Fundação Hospitalar de Camacã, por volta das 18:00 Horas, desta quinta-feira (22), na presença de empresários da cidade e médicos da instituição, convocados para o evento. Depois de 11 anos de atividades á frente daquela casa de saúde, Aníbal de Holanda tomou a decisão de passar o bastão para o vice presidente Benício Boída de Andrade, com quem trabalha há 38 anos. A reportagem d’o O Tempo Jornalismo foi convocada para registrar a despedida emocionante do então presidente, que leu seu discurso por meio de uma carta carta. O médico abre sua carta ao público trazendo um pensamento de sua autoria para reflexão: Na bonança só risos e alegria, na dificuldades dedo em riste e cara feia. Disso também é feito a Vida. Eu tive um sonho e trabalhei muito para realizar, e transformar a Fundação Hospitalar de Camacã, e seus anexos ( Hospital Dr. Osvaldo Valverde, Centro Cultural Stélio Pereira de Andrade e Abrigo Luciano Santana, em centro de excelência para atendimento de qualidade e humanizado, principalmente as pessoas mais necessitadas, com funcionários e médicos comprometidos em realizar suas tarefas de forma digna, competente, humana e fraterna Usei como lema inicial: “O impossível está na cabeça dos outros” e fomos a busca deste sonho, contando sempre com a ajuda de Jesus, o espirito benfazejo do Dr. Osvaldo Valverde, da família, dos colegas e dos amigos. Ao longo destes quase onze anos, de muitas lutas sofridas, estresses, acertos e desacertos, erros muitos e acertos, fracassos e vitórias, conseguimos avançar muito. Temos hoje um Hospital que nos orgulha e envaidece, com boa estrutura física, limpo, bonito, equipado para seu porte, com medicamentos, ETC. Um abrigo de idosos com melhoras importantes desde que assumimos das mãos da Associação Master e um centro cultural dentro do contexto cultural da nossa cidade, com possibilidades mil de grandes realizações, porém, travado pela falta de ajuda e de uma burocracia perversa do Governo do Estado da Bahia. No entanto reconheço com tristeza, fizemos um Hospital, como foi a expectativa dos médicos e da comunidade, com serviços de grandeza, prestados a toda uma região por anos.Porém, falhamos no processo de humanização, que no momento não cabe entrar no mérito da questão, e em acreditar que nosso governo tivesse compromisso com o povo brasileiro. Ledo engano, basta ver alguns procedimentos do SUS que tem até 20 anos sem aumentos. Fruto de uma política perversa e desumana. Fiquei mantido no cargo nesses quase onze anos, por uma brilhante e profunda lição de direito, exarada por uma liminar do TJ-BA, até hoje incontestável. Com a ajuda de um justiceiro do dever, o promotor Clodoaldo anunciação, entramos conjuntamente com uma ação no Tribunal de justiça da Bahia, sobre a discussão histórica, entre a Associação e Fundação. O Tribunal deferiu como fundação e remeteu os autos para o juízo de Camacã, para remodelar a sentença anteriormente dada, e para proceder os encaminhamentos necessários.Ficando adormecida ao longo de seis anos, no fórum desta cidade, ao nosso pedido e do promotor Dioneles, o Juiz atual da cidade de Camacã Dr. Fábio, gentilmente nos ouviu e no fim do ano passado, confirmou a sentença como Fundação, para a regularização dos seus registros, novo estatuto e posteriormente eleições. Por isso nomeamos Dr. Benício Boida, o mesmo presidente da comissão de 2002, escolhido pelo Dr. Clodoaldo e demos um prazo de três meses para conclusão dos trabalhos. Já estamos no final do quinto mês, e ele nos solicitou mais quatro meses extras com anuência do Judiciário, pela complexidade de regularizar tudo, com todos os entraves encontrados. No momento estamos em crise econômica e financeira por diversos motivos já mostrados, em documentos e palestras, pelos meios de comunicação e outros. Por ter perdido o apoio político dos meus pares e dos funcionários, e pelo meu adoecimento nos últimos 10 anos, com internamentos anuais, pelo stress causado por lidar com pessoas poderosas que teve seus interesses contrariados e por outras situações complexas, que no momento não cabe explicitar. Isto nos trouxe um alto custo. No nosso País a competência e o querer fazer para os mais necessitados, são pecados demoníacos, com inimigos ferozes para destruir o que foi realizado. Por isso, a sensatez e o bom senso prevaleceram nas minhas orações e chegou a hora de passar a presidência da instituição para outra pessoa.

O médico sai deixando um Hospital equipado apesar de alguns problemas
Para tanto, renuncio em caráter irrevogável, a direção da Fundação Hospital de Camacã e entrego ao nosso vice-presidente, colega e irmão da vida, destes últimos quarenta anos que estamos juntos, por saber que ele está descansado, gozando de boa saúde e tem a competência e os apoios necessários, dos quais perdi durante a minha gestão. O Dr. Benício neste momento difícil terá com certeza o apoio político nas três esferas do governo, pelo seu conhecimento do presente e do passado, e já conta com o apoio dos colegas, funcionários e contará com apoio da nossa comunidade, para fazer esta transição até ás eleições. Por ser o presidente da comissão, ele não poderá ser o futuro presidente da Fundação. Por isso, apesar do atraso que foge ao seu empenho, está transição não será longa. E ele contará como sempre contou com o meu incondicional apoio.Por fim, agradeço a todos aqueles que tentaram emperrar o avanço e o progresso da Fundação, aqueles que poderia ter feito à diferença e nada fizeram e, aos iluminados por Deus, que fizeram suas obrigações com galhardia e altruísmo, nunca desanimaram, e são deles as nossas vitórias. Saio para preservar a minha saúde, com a cabeça erguida e a consciência do dever cumprido, conseguimos alguns sucessos, outros não por erro nosso. Agradeço a classe médica de Camacã em nome do Dr. Cosme Conrado; aos zelosos funcionários que não mediram esforços para nos ajudar, em nome de Marcelo Aranha, anjo de Deus, esforçado, abnegado e leal e, a toda a comunidade, empresários, órgão de classe e associações em nome de José Edson Battisti; a imprensa em geral em nome do humilde, competente e talentoso jornalista Agnaldo Santos; a minha querida amiga e conselheira Iara Castro; em especial a minha família por quase onze anos de sacrifícios e renúncias e, principalmente a Jesus Cristo, o filho do Homem que esteve sempre em nosso caminho, nos amparado nas quedas e corrigindo caminhos. Entre o ontem, o hoje e o amanhã há o eterno, o não dito, mas entrevisto e antevisto. Infinitamente. Sobretudo, quando se coloca em pauta o que foi feito ou deixou de fazê-lo. Que Deus nos ajude e ajude a nossa amada Fundação em sua caminhada.




































