
A gente não tem que ficar fazendo panfleto para petroleiros, é preciso a gente pegar gente de terno e gravata, os camelôs, para a gente mostrar o significado da destruição da Petrobrás”.
O petista ressaltou que a imprensa tradicional, entre outros, passou anos incutindo na sociedade a ideia de que a Petrobrás é um antro de corrupção, ignorando a capacidade da empresa para desenvolver o país. “Foi contada uma narrativa para a sociedade brasileira contra nós, para 213 milhões de brasileiros que estavam sentados ouvindo rádio e televisão e ouvindo todas as mentiras que contaram contra a Petrobrás, todas as acusações, todas as mentiras quando nós descobrimos o pré-sal. Quantas vezes a Miriam Leitão disse que ‘tudo bem, encontraram o pré-sal, mas não vão conseguir explorar porque é muito caro e não tem tecnologia’.
Pois bem, nós não construímos a nossa narrativa. Isso está fazendo com que eu me sinta incomodado. A gente não tem que ficar fazendo panfleto para petroleiros, é preciso a gente pegar gente de terno e gravata, os camelôs, para a gente mostrar o significado da destruição da Petrobrás”. “A elite brasileira colonizada nunca aceitou a independência, e muito menos soberania. Tentar fazer o que nós fizemos, uma política de fortalecer as empresas nacionais e uma política de inclusão social, não pode ser aceito com facilidade. É preciso que a gente encontre uma narrativa.
A primeira coisa que eles fizeram para destruir a Petrobrás foi contar todas as mentiras que eles contaram, a ponto de trabalhadores da Petrobrás que têm orgulho dessa camisa laranja, não conseguirem entrar em um restaurante porque eram chamados de ‘ladrões’. Eles conseguiram construir na sociedade brasileira a ideia de que foi o roubo da Petrobrás que a permitiu ter prejuízo”, afirmou.
O ex-presidente disse que a Petrobrás foi ‘crucificada’. “Eu fico imaginando Jesus Cristo carregando aquela cruz e, quando pergunta-se para o povo o que fazer com ele: ‘manda crucificá-lo’. Qual foi o mal que ele tinha feito? Ele defendia que as pessoas fossem tratadas com decência e dignidade.




































