A superintendência regional do Incra na Bahia lamenta o crime ocorrido na noite da segunda-feira (10), envolvendo o trabalhador rural Juraci Santana, 44 anos, que vivia no Assentamento Ipiranga, no município de Una. Juraci havia recebido proposta de se autodeclarar índio, mas se recusou. A partir daí começou a receber ameaças de morte. Chocado com o delito, o superintendente do Incra/BA, Gugé Fernandes, solicitou às ouvidorias agrárias Regional e Nacional que acionem as polícias Federal e Civil, pedindo rapidez na apuração dos fatos. O Instituto aguarda o fim das investigações pelos órgãos do sistema de Justiça e a devida responsabilização dos culpados pelo crime. Desde a manhã desta terça-feira (11), o Incra/BA mantém contato com a família da vítima e presta auxílio, dentro das possibilidades da autarquia. O assentamento Ipiranga foi criado em 1998 pelo Incra. Lá, residem 44 famílias de trabalhadores rurais, numa área de 1,2 mil hectares. A produção agrícola da comunidade é voltada, principalmente, para lavouras de cacau, banana e mandioca.
POSICIONAMENTO DO GOVERNADOR
Segundo a Assessoria de Comunicação do Governo do Estado, o governador Jaques Wagner oficializou agora à tarde ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pedido para aplicação do instrumento Garantia da Lei e da Ordem (GLO) nas regiões do sul da Bahia em que ocorrem conflitos de terra, notadamente nos municípios de Buerarema e Una. Anteriormente, Wagner havia tratado da questão com a presidente Dilma Rousseff.
Previsto na Constituição Federal, o GLO é utilizado quando situações que fogem do controle colocam em risco a segurança da população. Durante sua vigência, tropas das Forças Armadas assumem a segurança local e passam a ter poder de polícia. “Repudio qualquer tentativa das partes de fazer justiça com as próprias mãos. O Brasil é uma democracia consolidada. As soluções surgirão via Judiciário e após muita negociação”, disse o governador.




































