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Operação da Polícia Civil desarticula rede de comércio ilegal de armas na Bahia; dois PMs estão entre os 11 presos

Ao todo, os agentes apreenderam 82 armas de fogo e a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 6,2 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados.

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O ponto alto da operação ocorreu no município de Nazaré, no Recôncavo baiano, onde os policiais

Uma grande ofensiva deflagrada pela Polícia Civil da Bahia na quinta-feira (5) resultou no cumprimento de mandados de prisão e na apreensão de um arsenal de guerra utilizado para abastecer o crime organizado no estado. Batizada de Operação Circuito Fechado, a ação desmantelou um esquema estruturado de venda ilegal de armas e munições para facções criminosas rivais, culminando na prisão de 11 pessoas, incluindo dois policiais militares, sendo um da ativa e um da reserva. Ao todo, os agentes apreenderam 82 armas de fogo e a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 6,2 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados.

O ponto alto da operação ocorreu no município de Nazaré, no Recôncavo baiano, onde os policiais localizaram a maior parte do armamento em posse de um comerciante local. No estabelecimento do investigado, apontado como um dos principais fornecedores dos grupos criminosos, foram recolhidas 74 pistolas e revólveres, oito armas longas, R$ 22,3 mil em dinheiro vivo, porções de cocaína, aparelhos eletrônicos e veículos. Além de Nazaré, a força-tarefa cumpriu ordens judiciais nas cidades de Valença, Salvador, Santa Bárbara, Taperoá, Santo Antônio de Jesus e Gandu. Das prisões efetuadas, dez ocorreram por mandados preventivos e uma em flagrante, enquanto quatro alvos seguem sendo procurados.

As investigações tiveram início em dezembro de 2023, motivadas pela apreensão de 270 munições na cidade de Valença. A partir daquela ocorrência, a Polícia Civil conseguiu mapear toda a engrenagem do grupo, identificando desde fornecedores e intermediários até os encarregados pelo transporte do material bélico. O trabalho investigativo também revelou que a organização extrapolava o tráfico de armas, atuando em crimes como furtos, falsificação de documentos e fraudes imobiliárias. As apurações apontam ainda que agentes de segurança envolvidos no esquema usavam viaturas e informações sigilosas para garantir a logística e a proteção das operações ilícitas.

Coordenada pela Delegacia Territorial de Valença e pela 5ª Coorpin, a Operação Circuito Fechado contou com o suporte de diversas unidades especializadas das polícias Civil e Militar para sufocar financeiramente e operacionalmente o grupo, que mantinha conexões diretas com a escalada da violência em diversas regiões baianas.

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