
Pela tarde, durante o julgamento, a família comentou o acidente, em entrevista à equipe de reportagem. O pai da criança, Gilnei Oliveira dos Santos, falou com pesar da perda.
A mulher acusada de atropelar e matar o menino indígena Enzo Gabriel Oliveira dos Santos, de 4 anos, em Pau Brasil, no sul da Bahia, foi novamente condenada pelo crime nesta quarta-feira (4).
Tehiana Gomes de Freitas Pataxó havia passado por um júri popular pela primeira vez em 2024, três anos após a morte da criança.
Na época, a mulher foi condenada a 13 anos de prisão e chegou ficar 30 dias sob custódia, mas a decisão acabou anulada e ela foi liberada para responder pelo crime em liberdade.
Na ocasião, conforme apurou a TV Santa Cruz, afiliada da Rede Bahia na região, a Justiça considerou um erro material do juiz e optou por marcar um novo julgamento.
Desta vez, a sentença foi de 11 anos de prisão, também em regime fechado. Da sessão, realizada na cidade de Camacan, a condenada seguiu direto para o Conjunto Penal de Itabuna, na mesma região do estado. Não se sabe ainda se a defesa dele irá recorrer.
Pela tarde, durante o julgamento, a família comentou o acidente, em entrevista à equipe de reportagem. O pai da criança, Gilnei Oliveira dos Santos, falou com pesar da perda.
“É uma perda que não tem tempo que vá cicatrizar. Uma perda que vamos levar para o resto das nossas vidas, essa cicatriz. Uma dor que nunca vai parar, vai ficar sempre nos nossos corações”, desabafou.
Versão reforçada pela irmã de Enzo Gabriel, Jenifer Sousa, que cobrou justiça. “A gente ficou muito triste, porque já tinha passado aquela luta. Eu vi minha mãe sofrendo muito aqui no fórum e, quando a gente ouviu, depois de uma semana, que ela tinha sido solta, eu fiquei muito triste. E, agora, vendo minha mãe passando por isso mais uma vez”, contou.
A mãe do menino preferiu não dar entrevista. Antes do início da audiência, ela passou mal e precisou de socorro do Serviço Atendimento Médico de Urgência (Samu).
RELEMBRE CASO:
Enzo Gabriel morreu no dia 3 de junho 2021, quando estava na calçada da casa onde morava com a família, ao lado da mãe. Na época, Tehiana tinha 18 anos, não tinha carteira de habilitação e dirigia uma caminhonete pertencente ao então namorado, Renato Santos Rocha. Segundo informações divulgadas pela polícia, os dois haviam consumido bebidas alcoólicas em um bar na zona rural de Pau Brasil antes de Renato entregar a direção do veículo a Tehiana.
Renato, que estava no banco do passageiro, também foi condenado durante o primeiro julgamento, em 2024, a dois anos de detenção, em regime de liberdade, além de ter o direito de dirigir suspenso por dois anos e oito meses. Assim como a sentença de Tehiana, a condenação dele foi anulada. Até o momento, não há informação sobre a realização de um novo julgamento.





































