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| Lurdinha diz que os orgãos deveriam incentivar os alunos a apreder ballet. |
Por Agnaldo Santos
As aulas e dança de ballet, tem atravessado gerações e ao longo dos anos pessoas de vários segmentos da sociedade tem participado das aulas, quebrando tabus, desmistificando que este tipo de dança é exclusivamente direcionado á alma feminina, criando uma espécie de preconceito ou discriminação.
Para quebrar este mito a professora Maria de Lourdes Almeida, a Lurdinha do Ballet, 39 anos, defende a profissão e disse que este preconceito tem de ser quebrado.
Ela disse á nossa reportagem que uma criança a partir dos três anos de idade já pode participar das aulas e mencionou que esta é uma atividade que ajuda uma pessoa mentalmente e equilibra, porque trabalha com o físico e o emocional.
Ela comenta que o ballet é uma cultura diferente e comum nas grandes cidades, diferentemente das de pequeno porte.
Ela confessa que infelizmente ainda existe certo preconceito em relação ao sexo, quanto às aulas de ballet para meninos, porque a maioria das pessoas acha que a dança do ballet deveria ser direcionado tão somente ao público feminino. “Acho que isso é um tabu”, disse destacando que ballet não é só para meninas, é para meninos também.
A professora reitera que o fato da questão do preconceito estar instalada na sociedade, a tendência é primeiramente apreender o conceito para depois se chegar a uma conclusão. “Eu adoraria dar aulas para meninos também”, disse.
Ela refletiu que existem muitas crianças que gostariam de estar no ballet, mais garante que para se aprender a dança existe um custo alto, começando a partir das fantasias, das apresentações, os exames da Royal, pois trabalha em parceria com a Escola Balares de Itabuna.
“Minha escola é pequenina, tem uma única sala e uma única professora, porém eu tenho apoios lá fora”, disse argumentando que gostaria que os órgãos públicos se preocupassem em manter uma atividade extracurricular para os jovens que gostam de dançar, porque o ballet é o conjunto de tudo, inclusive o alfabeto da dança.
Lurdinha diz que já formou duas alunas em Camacan, e elas fizeram o segundo grau completo, receberam certificado pela Royal, mas é uma pena que não optaram por seguir a carreira. ”Fico feliz por ter conseguido formá-las e gostaria de formar muito mais.
A professora finaliza dizendo que ballet não é tão somente uma atividade física, é também profissionalizante para àqueles que querem seguir carreira.





































