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Pataxós estão sem estudar à noite por causa dos conflitos na reserva indígena em Pau Brasil

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Romildo Pereira dos Santos (Aruará)

Por Agnaldo Santos

Dezenas de alunos do quarto ano do ensino fundamental e segundo ano do ensino médio, de faixa etária diversas sediados na reserva indígena Catarina Paraguaçú em Pau Brasil, estão deixando de frequentar as salas de aula no período da noite no interior da reserva Pataxó Hã-hã-hãe, por causa da guerra entre índios e fazendeiros pela disputa da terra.

Os índios temem por retaliação por parte de grileiros e fazendeiros, dentro da área de demarcação indígena, tendo em vista os conflitos ocorridos nos últimos dias, os quais vitimaram de morte o índio José de Jesus Silva, de 37 anos, morto a tiros na noite de sábado (23), em Pau Brasil.

De acordo com o vice-presidente da Associação Indígena do Auto Mundo Novo, (AIMAMN) Romildo Pereira dos Santos (Aruará), sediado nas dependências da Aldeia Catarina Paraguaçú, esta é uma preocupação por conta do prejuízo intelectual que os pataxós estão sofrendo por causa das incontáveis ausências nas salas de aula.

O Pataxó disse que lamenta muito este triste episódio, e garante que mais de 100 alunos da aldeia, estão sem estudar nestes últimos dias e pediu providencias dos órgãos de competência do Governo junto à alçada indígena.

Ele destacou que o povo da aldeia precisa de brevidade neste caso por parte dos órgãos de competência do Governo Federal na questão das nulidades de títulos das 54 mil hectares de terra na área de demarcação, porque seu povo precisa ter esperança de sossego e paz na área conflituosa. “Eu estudo, mas me sinto tolhido de exercer o meu papel de estudante por que tenho medo de represália por parte de grileiros e fazendeiros que se dizem donos das terras sozinhos”, disse o indígena.

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