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| Bin Laden era fugitivo desde que derrubou as torres gemeas nos EUA em 2001 |
Folha .com
Centenas de pessoas estiveram concentradas na madrugada desta segunda-feira em Washington e Nova York para comemorar com gritos de alegria, mensagens patrióticas e bandeiras dos EUA o anúncio da morte do líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden.
A aglomeração espontânea teve início em frente à Casa Branca, em Washington, pouco antes do presidente americano, Barack Obama, realizar um discurso televisionado ao vivo no qual
confirmou a morte do terrorista mais procurado do planeta.
Pouco depois, em Nova York, uma multidão se dirigiu à Times Square e ao Marco Zero –local onde se erguiam as Torres Gêmeas, destruídas nos ataques de 11 de setembro de 2001– para comemorar a notícia.
Dezenas de integrantes do corpo de bombeiros de Nova York, grupo que teve um importante papel nos trabalhos de busca e salvamento no dia dos atentados, participam das comemorações com a população.
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, destacou esperar que a notícia da morte de Bin Laden traga um sentimento de conclusão e conforto às famílias vítimas dos ataques.
“A morte de Osama bin Laden não diminui o sofrimento que os nova-iorquinos experimentaram, mas é uma vitória muito importante para nossa nação”, acrescentou.
Para o chefe da polícia de Nova York, Raymond Kelly, a morte de Bin Laden é uma notícia importante para as famílias das quase 3.000 vítimas dos ataques.
“Dez anos depois e finalmente o pegamos”, declarou o capitão Patrice McLead, chefe dos bombeiros, que tiveram uma participação fundamental no momento da tragédia.
De acordo com o presidente americano, a morte de Bin Laden decorreu de uma ação de inteligência do Exército dos EUA em parceria com o Paquistão, que localizou o terrorista na última semana.
O líder terrorista foi morto neste domingo em uma mansão nos arredores de Islamabad, após ação de um pequeno grupo de soldados americanos.
Obama, após relembrar a dor dos ataques de 11 de Setembro de 2001, disse que “a justiça foi feita” e que capturar o terrorista era uma das prioridades de seu governo.