Mesmo depois de muita negociação, continua em R$ 40 a distância entre a proposta do governo e a reivindicação dos sindicalistas para o salário mínimo que deve vigorar em 1º de janeiro de 2011. Dirigentes das seis centrais sindicais se reuniram ontem, em São Paulo, com os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Previdência Social, Carlos Gabas. Os sindicalistas estão unidos na proposta de R$ 580, afirmou o vice-presidente da Força Sindical, Miguel Torres. Paulo Bernardo e Gabas disseram que o governo só aceita R$ 540.
Uma nova reunião está prevista para terça ou quarta-feira em Brasília, informou Torres. Além do mínimo de R$ 580, os sindicalistas discutirão dois outros assuntos: aumento de 9,1% para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo e correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).
O relator-geral do projeto do Orçamento da União para 2011, senador Gim Argello (PTB-DF), afirmou que aguarda entendimentos entre o governo e os sindicalistas para compatibilizar o novo mínimo com o conjunto da proposta orçamentária. Ele disse acreditar na fixação de um valor superior aos R$ 540 assegurados até agora.
Um dos participantes da reunião, o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, disse que o reajuste do piso nacional irá fortalecer o mercado interno, aumentar o consumo e a produção e gerar novos postos de trabalho.
Sobre a tabela do imposto de renda, Miguel Torres explicou que muitas categorias obtiveram, nos dissídios coletivos, aumentos de 8% a 11% nos salários, que serão simplesmente anulados se a tabela para o próximo ano não for corrigida pelo menos com base na inflação de 2010. É que, com o aumento, assalariados isentos de I






































