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Juíza diz que CNJ a salvou do suicídio

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A juíza Luislinda Dias de Valois Santos, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ-BA), criticou a tentativa dos colegas da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) de tirar poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), entidade que fiscaliza as irregularidades praticadas por juízes. Luislinda recorda ter respondido a uma série de processos que a acusavam de corrupção, mas agradece ao CNJ por ter atestado sua inocência. “Eu chamo de ‘santo CNJ’. Triste de mim se não existisse o CNJ. Eu respondi processos aí imotivadamente e, graças a Deus e ao CNJ, todo negro tem uma carta de alforria.
Eu já estou na décima. Exatamente por causa do CNJ, que ao julgar os processos, disse que, se excesso houve da minha parte, foi de zelo para com a coisa pública”, defendeu a magistrada. “Cheguei um dia ao ponto de querer me suicidar, quem me salvou foi o CNJ”, exaltou.
Em entrevista ao Bahia Notícias, a juíza endossou o argumento utilizado pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, secção Bahia (OAB-BA), Saul Quadros, de que quem critica a atuação do CNJ deve ter temer ser investigado: “O magistrado que anda pela retidão não tem medo”.

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