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Universidade Estadual de Santa Cruz -UESC
Dando continuidade a nossa discussão queremos tratar neste artigo sobre a avaliação escolar. No processo educacional faz-se mister o planejamento, será este que estabelecerá as direções, caminhos, metas, fins e objetivos do projeto pedagógico, dos profissionais educadores. Dessa forma, podemos considerá-lo um procedimento fundamental para os aludidos profissionais.
Partimos desse pressuposto, para salientar a importância do Planejamento no processo Educacional, vez que, será este que estabelecerá as direções, os caminhos, metas, fins e objetivos para se alcançar sucesso na formação dos educandos.
Na teoria do educador Menegolla, para haver uma interdisciplinaridade, será necessário um planejamento cuidadoso, observando-se diversos pontos. Destacamos quatro destes, quais sejam, Traçar, Definir, Trajetória e Realidade. Traçar é planejar para chegar a um fim, numa perspectiva dinâmica não determinante. Definir é ter objetivos e metas, levando o homem ser criador de sua história.
Já a Trajetória, induz caminhos a serem percorridos para que a finalidade seja atingida. E por fim, a Realidade significa a sondagem da realidade, sendo esta, o ponto de partida do ato de planejar.
Infelizmente notamos que ainda existem profissionais, que não valorizam o ato de planejar e fazem deste, apenas uma técnica ilustrativa e teórica dos objetivos propostos, que nem sempre estão presentes em suas práticas pedagógica, perdendo de vista, a essência do planejamento.
Ora, se assim é, estamos convencido, de que a existência do planejamento, conduz conseqüentemente à necessidade da avaliação. Sobre este assunto, eis a perspectiva ampla e sábia da educadora Ilza Martins, que afirma, “Avaliar é muito mais do que atribuir um número, quantificar, pesar, qualificar e atribuir um valor quantitativo ou qualitativo; é acima de tudo, confirmar a validade de um empreendimento; É constatar se a estratégia escolhida na busca de algo funcionou, se era a mais adequada a situação, isto é, satisfez as expectativas. Diante do exposto, ficou evidente , que a avaliação é uma prática indispensável ao processo de escolarização, no entanto é essencial, voltar a atenção para os procedimentos e instrumentos de avaliação, freqüentemente usados na sala de aula, que por diversas vezes são acompanhadas da sinalização de novas diretrizes ou de novas propostas de ação.
Portanto, precisamos estar atentos, aos discursos e as práticas para evitar que a perspectiva técnica, continue colocando na sombra a perspectiva ética, pois o homem é um ser cultural, capaz de transformar a natureza conforme suas necessidades existenciais, por meio de uma ação intencional e planificada, afim de estabelecer as prioridades com relação as necessidades a serem atendidas.
Neste sentido, o homem precisa escolher os meios e os fins da ação, a partir de valores. É, em função dos valores que sentimos atração ou repulsa, desejamos ou rejeitamos as coisas, situações e pessoas.
Nesse sentido, observamos a importância adquirida pela perspectiva ética, no processo educacional. Por isto, será de uma extraordinária sabedoria a observância dessas duas perspectivas, na práxis-pedagógica, no Contexto de uma EDUCAÇÃO de qualidade, vital, para o desenvolvimento de uma Nação. Longe de esgotar tal discussão, finalizamos este texto com uma célebre frase do grande escritor Monteiro Lobato “Um País se faz com homens, livros e atitudes”.





































