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Por Elíudes Augusta Santos Cardeal
Licenciada em filosofia -Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)
A crise da educação no Brasil é um assunto sobre o qual a sociedade brasileira se debruça ultimamente buscando compreender os fatores prejudiciais no processo de aprendizagem dos educandos, sobre tudo por ser este o caminho do desenvolvimento intelectual dos cidadãos.
Neste artigo, exporemos algumas idéias de alguns filósofos educadores para tentarmos entender esta problemática existente em nosso país, assim com quais perspectivas que conduziram a novos rumos, sem evidentemente ter a pretensão de esgotar tal discussão, o grande educador Paulo Freire, afirma que a transcendência cultural é imprescindível no processo educacional, pois sem esta a educação não seria possível.
Essa transcendência significa mutua troca que ocorre entre o educador que educa e ao educando ao educador, pois será esta relação que possibilitará a formação de sujeitos críticos e participativos.
Neste sentido, Freire ressalta a importância da interdisciplinaridade neste processo, introduzindo o conceito de educação dialógica, que não conduz necessariamente a reprodução do poder dominante, mas a uma relação de interioridade entre politica e educação e mais ainda, a educação como produto de uma relação histórica e socialmente instituída politicamente alterável.
Assim consideramos que o processo educacional deve ser permeado na busca da construção de sujeitos críticos, capazes de interagir dentro do contexto social a que pertence e com capacidade de história própria.
Na concepção do filósofo educador Cipriano Lukesi, a filosofia deverá refletir sobre a educação e será esta que dará o tom a pedagogia, garantindo-lhe a compreensão dos valores que hoje direcionam a pratica educacional e dos valores que deverão orienta-la para o futuro, pois é papel da filosofia é inventariar os valores vigentes; criticá-los e reconstruí-los.
Lukesi alerta que a ausência desta, conseqüentemente conduzirá o homem a aceitação do que é comum e hegemônico na sociedade, assumindo o “senso comum”, que é o conjunto de valores assimilados espontaneamente na vivência cotidiana.
Sem dúvida a filosofia em nosso país, é vista por muitos, como uma disciplina chata e complicada, que se quer deveria estar presente no currículo escolar.
Essa visão á luz do senso comum, poderá ser um dos fatores que levam a formação de sujeitos desprovidos de qualquer senso crítico e desconhecedores de sua capacidade de transformar a realidade, bem como, seu papel na construção de uma sociedade justa e desenvolvida, comungado dessas teorias filosóficas e ao mesmo tempo expondo nosso ponto de vista, defendemos a utilização da tendência filosófica política, denominada transformadora para nortear o trabalho dos profissionais da educação, por ser esta, a que mais se adéqua á nossa realidade, tendo em vista, estarmos diante de um mundo caracterizado por constantes e rápidas transformações cientificas e tecnológicas, e que tem como base, o aluno como centro e sujeito da própria educação.
Esta interpreta o processo educacional dimensionada dentro dos determinantes sociais, com possibilidades de agir estrategicamente, visando a transformação das sociedades.
Licenciada em filosofia -Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)
A crise da educação no Brasil é um assunto sobre o qual a sociedade brasileira se debruça ultimamente buscando compreender os fatores prejudiciais no processo de aprendizagem dos educandos, sobre tudo por ser este o caminho do desenvolvimento intelectual dos cidadãos.
Neste artigo, exporemos algumas idéias de alguns filósofos educadores para tentarmos entender esta problemática existente em nosso país, assim com quais perspectivas que conduziram a novos rumos, sem evidentemente ter a pretensão de esgotar tal discussão, o grande educador Paulo Freire, afirma que a transcendência cultural é imprescindível no processo educacional, pois sem esta a educação não seria possível.
Essa transcendência significa mutua troca que ocorre entre o educador que educa e ao educando ao educador, pois será esta relação que possibilitará a formação de sujeitos críticos e participativos.
Neste sentido, Freire ressalta a importância da interdisciplinaridade neste processo, introduzindo o conceito de educação dialógica, que não conduz necessariamente a reprodução do poder dominante, mas a uma relação de interioridade entre politica e educação e mais ainda, a educação como produto de uma relação histórica e socialmente instituída politicamente alterável.
Assim consideramos que o processo educacional deve ser permeado na busca da construção de sujeitos críticos, capazes de interagir dentro do contexto social a que pertence e com capacidade de história própria.
Na concepção do filósofo educador Cipriano Lukesi, a filosofia deverá refletir sobre a educação e será esta que dará o tom a pedagogia, garantindo-lhe a compreensão dos valores que hoje direcionam a pratica educacional e dos valores que deverão orienta-la para o futuro, pois é papel da filosofia é inventariar os valores vigentes; criticá-los e reconstruí-los.
Lukesi alerta que a ausência desta, conseqüentemente conduzirá o homem a aceitação do que é comum e hegemônico na sociedade, assumindo o “senso comum”, que é o conjunto de valores assimilados espontaneamente na vivência cotidiana.
Sem dúvida a filosofia em nosso país, é vista por muitos, como uma disciplina chata e complicada, que se quer deveria estar presente no currículo escolar.
Essa visão á luz do senso comum, poderá ser um dos fatores que levam a formação de sujeitos desprovidos de qualquer senso crítico e desconhecedores de sua capacidade de transformar a realidade, bem como, seu papel na construção de uma sociedade justa e desenvolvida, comungado dessas teorias filosóficas e ao mesmo tempo expondo nosso ponto de vista, defendemos a utilização da tendência filosófica política, denominada transformadora para nortear o trabalho dos profissionais da educação, por ser esta, a que mais se adéqua á nossa realidade, tendo em vista, estarmos diante de um mundo caracterizado por constantes e rápidas transformações cientificas e tecnológicas, e que tem como base, o aluno como centro e sujeito da própria educação.
Esta interpreta o processo educacional dimensionada dentro dos determinantes sociais, com possibilidades de agir estrategicamente, visando a transformação das sociedades.





































