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| A árvore tem tirado o sono dos moradores (Foto Agnaldo Santos) |
Ana Cristina Oliveira l A TARDE
Moradores das casas da Rua Renato Cabral se sentem ameaçados com as péssimas condições das árvores
O corte de dois jequitibás e um araçá-d’água, localizados numa fazenda de cacau atrás da Rua Renato Cabral, em Camacan, é o centro de uma polêmica que se arrasta há cerca de cinco anos. De um lado, estão os moradores de 16 casas, que se sentem ameaçados e pedem a derrubada das árvores. Do outro, os ambientalistas, que defendem a permanência delas e a criação de um parque municipal na área.
Um dos jequitibás, que teria cerca de 300 anos, está com duas raízes corroídas e ameaça desabar, segundo laudo do Ibama e do Instituto de Meio Ambiente (IMA), que recomendaram o corte.
As outras duas árvores estariam sem a proteção de outras árvores e, com uma ventania, também podem cair. “Eu abandonei minha casa porque vivia doente, com pressão alta, com medo de morrer esmagada”, diz a dona de casa Maria Viana, que foi morar na casa de um filho.
O comerciante Arildo Evangelista diz que, quando começa a ventar muito forte, principalmente à noite, os moradores das casas que podem ser atingidas correm. A casa dele e a sede da Igreja Presbiteriana do Brasil, que realiza culto quatro vezes por semana, são as mais ameaçadas por um dos jequitibás, que é muito alto.
Segundo Marialva Santana, líder dos moradores, que conseguiu um abaixo-assinado com 114 signatários, o problema já dura cinco anos e cada vez as árvores ficam mais fracas e o perigo de queda é maior para cerca de 80 pessoas que moram nas 16 casas ameaçadas.
Parque – De acordo com a secretária municipal de Meio Ambiente, Flávia Nascimento, as pessoas contrárias ao corte das árvores defendem a retirada dos moradores para outra área, Flávia destaca que o governo não tem recursos para ajudar a prefeitura a construir casas populares para os desabrigados da chuva, e nem para criar um parque.
Para José Raimundo Reis Homem, as árvores já deram vida, mas hoje ameaçam vidas. O próprio dono da fazenda, segundo Raimundo, teria autorizado o corte das árvores. Flávia Nascimento destaca que, após o laudo do Ibama e do IMA, o Conselho Municipal de Meio Ambiente votou pelo corte, desde que sejam colhidas muitas sementes, para plantio em área de reflorestamento.
O Ministério Público também já teria debatido o assunto em audiência pública sobre o Plano Diretor Urbano, mas a discussão não foi adiante.





































