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Justiça manda Record indenizar Fernanda Lima em R$ 50 mil por publicação sobre traição

Já a Record afirmou na ação que apenas hospeda o material com opiniões pessoais de Fabíola Reipert, que se enquadrariam na liberdade de informação. 

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No processo, a jornalista afirma que em momento algum denegriu a imagem de Fernanda Lima, que, como pessoa pública, tem a sua imagem e vida privada sujeitas a uma maior exposição.

A atriz e apresentadora Fernanda Lima, 42, deverá ser indenizada em R$ 50 mil por danos morais, após uma publicação do site R7 apontar uma suposta traição de seu marido, o ator Rodrigo Hilbert, 39. A indenização deverá ser paga pelo Grupo Record e pela colunista Fabíola Reipert, que ainda podem recorrer.

Na decisão, de maio deste ano, o desembargador Fernando Cerqueira Chagas, do Tribunal de Justiça do Rio, afirma que “a publicação com informações maliciosas quanto ao comportamento do marido da autora extrapola o dever de informar, em clara intenção de sensacionalismo, e capaz, sem dúvida, de atingir a honra da autora”.

IMAGEM NOTICIA 5 5 1 300x221 - Justiça manda Record indenizar Fernanda Lima em R$ 50 mil por publicação sobre traição - o tempo jornalismoNa ação de danos morais, movida pela atriz desde 2015, traz colunas da jornalista Fabíola Reipert publicadas no site R7, incluindo uma que afirma que Rodrigo Hilbert estaria “pulando a cerca” e faz um alerta ao ator, dizendo que “chumbo trocado não dói” ou citar o bom relacionamento que Fernanda Lima tem em seu ambiente de trabalho.

No processo, a jornalista afirma que em momento algum denegriu a imagem de Fernanda Lima, que, como pessoa pública, tem a sua imagem e vida privada sujeitas a uma maior exposição. Já a Record afirmou na ação que apenas hospeda o material com opiniões pessoais de Fabíola Reipert, que se enquadrariam na liberdade de informação.

O desembargador, no entanto, classificou como “descabida” a alegação da Record, que, segundo ele, seria sim responsável pelo conteúdo de sua plataforma, já que lucra com ele. E destaca que a liberdade de informação não constitui direito absoluto, sendo relativizada quando colidir com o direito à proteção da honra, intimidade e da imagem dos indivíduos.

“Publicações que contenham críticas, até mesmo ácidas, não devem ser confundidas com publicações que visem macular a vida íntima do artista. Nessa linha, as publicações que qualificaram a autora como “sem sal”, “sempre com aquele ar de superioridade”, “meio chatinha”, “azedinha”, nada mais são do que críticas”, afirma a decisão.

Por outro lado, a publicação sobre a suposta traição de Rodrigo Hilbert é apontada como uma intenção de sensacionalismo, caracterizando “ofensa à imagem, à reputação, à honra ou à dignidade do indivíduo”, conclui o desembargador.

Procurada, a jornalista Fabíola Reipert pediu que a reportagem procurasse a Record. Já o grupo afirmou que não comenta ações judiciais. A assessoria de Fernanda Lima também foi procurada, mas ainda não comentou.

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