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STF marca julgamento de Geddel e Lúcio pelo bunker de R$ 51 milhões para terça

O relatório do ministro Fachin foi divulgado nesta quinta, 19, após a liberação dos autos pelo decano da Corte, que é revisor do processo.

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Geddel, preso desde 8 de setembro de 2017, Lúcio, ainda o Luiz Fernando, e a mãe dos emedebistas, Marluce Vieira Lima, foram denunciados em dezembro de 2017.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal vai julgar o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) e seu irmão, o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB), pelo bunker dos R$ 51 milhões na terça-feira (24). Eles são acusados de lavagem de dinheiro e associação criminosa. O colegiado é formado pelos ministros Edson Fachin, relator da ação, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. O relatório do ministro Fachin foi divulgado nesta quinta, 19, após a liberação dos autos pelo decano da Corte, que é revisor do processo. O documento, que traz um memorial da tramitação do processo, é divulgado para que as partes tenham ‘ciência isonômica e simultânea das partes’, antes do julgamento. “Tal procedimento se fundamenta nos termos do insculpido no inciso LXXVIII do art. 5º da Constituição Federal de 1988, em cuja abrangência se insere a celeridade de julgamento”, anota Fachin.

Geddel, preso desde 8 de setembro de 2017, Lúcio, ainda o Luiz Fernando, e a mãe dos emedebistas, Marluce Vieira Lima, foram denunciados em dezembro de 2017, três meses após a deflagração da Operação Tesouro Perdido, que apreendeu, em 5 de setembro daquele ano, os R$ 51 milhões em dinheiro vivo – R$ 42,6 milhões e US$ 2,6 milhões – em um apartamento em Salvador, que fica a pouco mais de um quilômetro da casa da matriarca.Gra 300x200 - STF marca julgamento de Geddel e Lúcio pelo bunker de R$ 51 milhões para terça - o tempo jornalismo

No dinheiro, foram encontradas digitais de Geddel. Geddel, Lúcio e o empresário Luiz Fernando Machado Costa Filho, pediram para que sua inocência seja reconhecida. Já o ex-assessor Job Ribeiro Brandão, que afirmou ter ajudado a contar o dinheiro atribuído aos emedebistas, pediu sua absolvição sob o argumento de que apenas cumpriu ordens de seus superiores. (Política Livre)

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