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Sem polícia, moradores do Espírito Santo sofrem com a violência, 51 pessoas assassinadas

De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo, desde a madrugada de sábado, 51 pessoas assassinadas deram entrada no departamento médico legal da capital.

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O Governo Federal autorizou o uso da Força Nacional de Segurança para enfrentar o aumento da violência no estado, provocado pela greve dos policiais militares. O ministro da Defesa, Raul Jungman, deve viajar nesta segunda para Vitória. Desde a madrugada de sábado (4) foram registrados saques a lojas, incêndio em ônibus e 51 assassinatos.

Imagens mostram os saques pelas cidades. Em Cariacica, ladrões arrombaram uma porta de aço e saquearam uma loja de departamento. Já em Guarapari, um grupo tentou arrombar a porta da loja, mas fugiu quando ouviu os sons de tiros. Com medo, muitos comerciantes da Grande Vitória não abriram as portas.

De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo, desde a madrugada de sábado, 51 pessoas assassinadas deram entrada no departamento médico legal da capital. No mês de janeiro inteiro, apenas quatro vítimas de assassinatos passaram pelo departamento. Nesta segunda-feira (6), duas pessoas foram mortas a tiros em frente a um shopping, em Vila Velha.

Os policiais militares não saem às ruas desde sábado. Como a lei proíbe que eles façam greve, os PMs alegam que não podem trabalhar, porque grupos de parentes dos PMs fizeram bloqueios na frente dos batalhões.

O governo do Espírito Santo pediu e a justiça decretou ilegalidade do movimento. A ordem é que os policiais voltem para às ruas imediatamente. Caso contrário, as entidades que representam a PM terão que pagar 100 mil reais de multa por dia. Os PMs querem aumento salarial e melhores condições de trabalho para a corporação. A direção do Departamento de polícia Técnica (DPT), já pediu pa ra as pessoas não levarem mais corpos porque o Departamento, já está superlotado.

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