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Jaques Wagner deixa a liderança do governo no Senado após reunião com o presidente Lula

O encontro, que foi encerrado por volta das 16h40, teve como pauta central a definição sobre a permanência ou não do parlamentar baiano na condução das articulações políticas do Palácio do Planalto dentro da chamada Casa Alta.

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O desgaste se acentuou em decorrência de uma investigação conduzida pela Polícia Federal, que apura a suposta atuação do congressista em benefício do Banco Master.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou oficialmente o cargo de líder do governo no Senado Federal na tarde desta quarta-feira (24). A decisão foi selada após uma reunião de aproximadamente duas horas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada no Palácio da Alvorada. O encontro, que foi encerrado por volta das 16h40, teve como pauta central a definição sobre a permanência ou não do parlamentar baiano na condução das articulações políticas do Palácio do Planalto dentro da chamada Casa Alta.

O afastamento definitivo do cargo acontece após quase uma semana de intensa crise de bastidores e forte pressão política interna. O desgaste se acentuou em decorrência de uma investigação conduzida pela Polícia Federal, que apura a suposta atuação do congressista em benefício do Banco Master, em uma engrenagem que teria envolvido o recebimento de vantagens indevidas. Nos bastidores de Brasília, a saída do senador é vista como um movimento estratégico essencial para tentar conter e estancar os impactos negativos da denúncia sobre a campanha de reeleição do atual presidente da República.

Por meio de uma publicação oficial divulgada em suas redes sociais, o senador Jaques Wagner buscou amenizar o tom do desligamento, minimizando cenários de ruptura. Ele declarou que a entrega do posto ocorreu em “comum acordo” com o Executivo e classificou o encontro reservado com o chefe da nação como uma legítima “conversa entre amigos”. Apesar do tom amistoso adotado publicamente, nas últimas semanas o parlamentar vinha recebendo conselhos diretos de aliados políticos de sua inteira confiança, especialmente de lideranças ligadas ao Partido dos Trabalhadores na Bahia, que sugeriam o afastamento imediato da função para que ele possa focar integralmente em sua estratégia de defesa jurídica, preservando a imagem do governo federal de novos desgastes às vésperas do pleito eleitoral.

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