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Quem trabalha mais ganha menos na escala 6×1, diz estudo do Ipea

A renda média de trabalhadores com jornada de 40 horas semanais gira em torno de R$ 6,2 mil, enquanto aqueles com 44 horas recebem pouco mais de 40% desse valor.

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Já jornadas reduzidas são mais comuns em ocupações formais de maior qualificação, com melhores condições de trabalho e remuneração.

A jornada de trabalho mais longa no Brasil, de até 44 horas semanais, comum na escala 6×1, está concentrada entre trabalhadores de menor renda e pode aprofundar desigualdades no mercado de trabalho, afirma levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Ou seja, quem trabalha mais horas ganha, em média, menos. Os dados apontam que trabalhadores com jornada de 44 horas semanais recebem até 58% menos do que aqueles que cumprem 40 horas.

A diferença não se explica apenas pelo número de horas trabalhadas, mas também pelo perfil das ocupações — os vínculos mais longos estão associados a empregos de menor qualificação e menor remuneração.

O modelo 6×1, predominante em setores como comércio e serviços, concentra trabalhadores com menor escolaridade, menor proteção e piores salários. Já jornadas reduzidas são mais comuns em ocupações formais de maior qualificação, com melhores condições de trabalho e remuneração.

Desigualdade social

A renda média de trabalhadores com jornada de 40 horas semanais gira em torno de R$ 6,2 mil, enquanto aqueles com 44 horas recebem pouco mais de 40% desse valor.

Além disso, a jornada de 44 horas ainda predomina no país, representando cerca de três quartos dos vínculos formais, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Isso amplia o alcance do problema e seus efeitos sobre a desigualdade de renda. (Metrópoles)

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