
A nova fase do programa é destinada a dívidas contraídas até o dia 31 de janeiro de 2026, abrangendo atrasos que variam de 90 dias a dois anos.
O governo federal oficializou, nesta segunda-feira (4), uma medida rigorosa para conter o avanço do endividamento no país: o bloqueio do CPF de cidadãos inadimplentes em plataformas de apostas online por um período de até 12 meses. De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a estratégia tem como objetivo central impedir que pessoas já endividadas comprometam ainda mais sua saúde financeira no mercado de apostas. O anúncio ocorreu durante o lançamento do programa Desenrola 2.0, que traz novas diretrizes e facilidades para a renegociação de débitos de brasileiros com renda mensal de até cinco salários mínimos.
O Desenrola 2.0 surge com condições agressivas para facilitar a quitação de compromissos financeiros atrasados, oferecendo descontos que podem atingir a marca de 90% sobre o valor principal da dívida. Entre as regras estabelecidas, os juros foram limitados a, no máximo, 1,99% ao mês, e os usuários poderão parcelar os débitos em até 48 meses, com um prazo de carência de até 35 dias para o pagamento da primeira parcela. Uma das grandes novidades desta edição é a permissão para que trabalhadores utilizem até 20% do saldo do FGTS na liquidação das dívidas, benefício focado naqueles que recebem até cinco salários mínimos.
A nova fase do programa é destinada a dívidas contraídas até o dia 31 de janeiro de 2026, abrangendo atrasos que variam de 90 dias a dois anos. Estão inclusos na negociação débitos comuns como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com um limite de até R$ 15 mil por pessoa em cada instituição financeira. As operações contam com a garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), e os interessados em regularizar sua situação devem realizar a adesão diretamente por meio dos canais oficiais das instituições financeiras participantes.





































