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Especialista recomenda evitar comer frutos do mar extraídos de 3 praias do litoral norte

A pessoa que consome peixe contaminado pode não ter nenhum efeito agora, mas que a tendência é se manifestar entre 10 e 15 anos.

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É preciso monitoramento de 2 a 5 anos”, pontuou. 

O diretor do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Francisco Kelmo Oliveira dos Santos, recomendou, em entrevista ao programa “Isso é Bahia”, na rádio A Tarde 103,9 FM, com Fernando Duarte e Jefferson Beltrão, na manhã desta sexta-feira (25), que a população evite comer peixes, mariscos e pescados extraídos das praias de Guarajuba, Itacimirim e Praia do Forte.

“Embora o peixe seja capaz de nadar, não nada para grandes distancias. Existe a probabilidade [de os frutos do mar de outras regiões serem afetados], mas é pouco provável”, disse. De acordo com Kelmo, é preciso fazer avaliações trimestrais para acompanhar as regiões afetadas. “Peço que o governo nos apoie. Até agora estão sendo à custa da universidade. É preciso monitoramento de 2 a 5 anos”, pontuou.

A pessoa que consome peixe contaminado pode não ter nenhum efeito agora, mas que a tendência é se manifestar entre 10 e 15 anos. “Quem consome uma pequena quantidade, pode não sentir muita coisa. Mas estamos lidando com óleo cru. Esse material corpo humano daqui a 15 anos pode manifestar patologia. Demora em dar resposta. É uma situação grave. Muito tóxica. É preciso de paciência no consumo dos frutos do mar”, lembrou. (BN)

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