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Canibal confessa comercialização de carne humana em salgados

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Em depoimento, os réus relataram que escolhiam as vítimas de acordo com missões recebidas por entidades sobrenaturais.

Jorge Negromonte, um dos três acusados de matar, esquartejar, comer e comercializar salgadinhos recheados com os restos mortais de suas vítimas confessou nesta quinta-feira (13) todos os crimes contidos na denúncia apresentada pelo Ministério Público, segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco. Ele é julgado pelo assassinato da moradora de rua Jéssica Camila da Silva, de 17 anos, em maio de 2008. Os três já confessaram os crimes em depoimentos à Polícia Civil, mas ainda não haviam se manifestado nas audiências premilinares ao julgamento.

O júri começou por volta das 10 horas, com os depoimentos do perito médico Lamartine Hollanda e do delegado da Polícia Civil Paulo José Belenguer. “Foi um momento de extrema fraqueza e me sinto na posição das pessoas que perderam seus entes queridos. Minha verdadeira prisão é minha consciência”, disse. Em depoimento, os réus relataram que escolhiam as vítimas de acordo com missões recebidas por entidades sobrenaturais. Depois de executar as mulheres, o grupo tirava a pele, desossava e fatiava os cadáveres.

Em seguida, guardava porções das nádegas, coxas e do fígado na geladeira. O restante do corpo era enterrado no quintal da casa. Além de encontrar os restos mortais das vítimas, a polícia achou na casa um livro, escrito por Negromonte, que detalhava o modo e os motivos dos assassinatos. Os réus consideravam a ingestão de carne humana como um processo de “purificação da alma”. Informações da Revista Veja.

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