
A crise no Supremo se intensificou após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF com mensagens atribuídas a Vorcaro e referências a Moraes e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Moraes nega as acusações.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu nesta quarta-feira (9) o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. A decisão atende a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). As informações são da Agência Brasil.
Os dois haviam sido afastados na terça-feira (8) pelo ministro André Mendonça. Fachin também suspendeu a decisão de Flávio Dino que havia determinado a reintegração dos dirigentes. Na prática, Andrei e Almada permanecem nos cargos por força da liminar concedida à AGU.
Fachin criticou a sequência de decisões divergentes entre ministros do STF e afirmou que comandos monocráticos incompatíveis entre si criaram um quadro grave. Ele também deu prazo de 48 horas para manifestação de Andrei Rodrigues.
O presidente do STF marcou para 15 de setembro uma sessão do plenário para analisar se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por suposta relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
A crise no Supremo se intensificou após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF com mensagens atribuídas a Vorcaro e referências a Moraes e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Moraes nega as acusações.
Posteriormente, Moraes incluiu Mendonça no inquérito das Fake News com base em relatório interno da PF. Nesta semana, Mendonça aceitou pedido do partido Novo, afastou os dirigentes da Polícia Federal e determinou a suspensão da produção de relatórios de inteligência.
A medida provocou reação na PF, e outros diretores colocaram seus cargos à disposição em apoio a Andrei Rodrigues. Antes da decisão de Fachin sobre o pedido da AGU, Flávio Dino havia determinado a reintegração dos dois dirigentes. (Ubatã Notícias)


































